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 O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, também aderiu à campanha em favor do clube CBGB |
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No esforço concentrado para tentar salvar o templo punk CBGB, em Nova York, artistas promoveram nesta quarta-feira um concorrido show em Washington Square. A organização do espetáculo coube a Little Steven Van Zandt, que convidou Debbie Harry e Gavin Rossdale para agitar o público.
Templo punk CBGB, em NY, deve ser despejado
Veja vídeo exclusivo feito direto de Nova York!
Veja fotos do show 
Considerado o berço do punk nova-iorquino, plataforma de lançamento de bandas como Ramones e Talking Heads, o CBGB está ameaçado por conta de uma dívida avaliada em cerca de US$ 19 mil (aproximadamente R$ 46,5 mil) e por mudanças no contrato de aluguel. O dono e fundador do clube, Hilly Kristal, discute na Justiça a pendência com o Comitê de Residentes de Bowery (Residents Bowery Committee), proprietário do imóvel.
Nesta quarta, mesmo com a realização do show e toda a mobilização em Nova York, o diretor da organização beneficente que administra o prédio disse que não vai renovar o contrato de aluguel que acaba de vencer.
Indiferente às ameaças, Little Steven Van Zandt discursou no palco, ao lado de Hilly Kristal, pedindo o empenho dos nova-iorquinos para salvar o "patrimônio cultural" da cidade. O som de Debbie Harry, mais conhecida como Blondie, e Gavin Rossdale, líder da banda Institute, reforçou o apelo de socorro.
Reforço
Nesta semana, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, se posicionou a favor do CBGB e indicou que está disposto a ajudar Hilly Kristal a encontrar um novo ponto para o clube ¿ caso não seja mesmo possível manter o imóvel em Bowery.
Empresário das comunicações com aura séria e carrancuda, Bloomberg até se deixou fotografar com uma camiseta estampando os dizeres "Save CBGB (Salve o CBGB)", slogan da campanha lançada para evitar o fechamento do clube.
Bloomberg se referiu ao CBGB como "uma grande instituição da cidade de Nova York" e "parte da nossa cultura". "Ele traz muitos negócios para cá. Eu não acho que pertença a outro lugar além da cidade de Nova York."
Considerado um marco cultural da cidade, o clube até foi usado na campanha que lançou Nova York como candidata às Olimpíadas de 2012.
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