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Música
Terça, 3 de maio de 2005, 20h05 
Clash influenciou Gorillaz, diz cantor virtual 2D
 
Divulgação
Os músicos virtuais do Gorillaz: influência de The Clash
Os músicos virtuais do Gorillaz: influência de The Clash
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Em junho de 2001 o mundo da música conheceu um projeto no mínimo peculiar. O Gorillaz foi a primeira banda virtual a aparecer no mercado. A música era real, mas seus integrantes são personagens de senho animado.

A confidencialidade do projeto foi quebrada e logo revelou-se que Damon Albarn, vocalista do Blur, era um dos mentores do grupo. Mas nem isso quebrou o encanto da banda que fez muito sucesso com a faixa Clint Eastwood.

Agora em 2005 o Gorillaz se prepara para lançar seu segundo álbum, Demon Days. E para manter o clima de realidade virutal de seus integrantes, a gravadora do grupo, a EMI, resolveu divulgar uma entrevista feita com o vocalista 2D. Confira abaixo:

Então 2D, o que você acha da atual música britânica?
A música é ótima porque estamos de volta.

Por que você considera que o primeiro álbum do Gorillaz fez tanto sucesso?
Ninguém tinha feito antes o que fizemos. E também eu canto legal.

É verdade que você tem saído com estrelas?
Passei um tempo em Los Angeles. Fui convidado a ficar no flat de Britt Eckland. Eu gostei dela desde que Murdoc me emprestou sua cópia do filme The Wickerman. Mas seu traseiro parece bem menor na vida real. Quer saber, ela é louca, correndo pra lá e pra cá pelada e batendo nas paredes durante a noite. Eu nunca conseguia dormir. Então eu voltei pra casa do meu pai na costa da Inglaterra.

O que ficou fazendo na Inglaterra?
Estive em Eastbourne, trabalhando no parque de diversões. No bate-bate com Shane Lynch, aquele cara do Boyzone.

Quem são seus ícones musicais?
Mate todos os ícones! Todos os ícones são merda, sem valor, construídos.

Sério?
Gosto de David Essex, o jeito com que ele faturou todas aquelas garotas em 'That'll Be the Day'! Fantástico! Igual ao que tenho feito.

Você deve ter algumas influências musicais?
Cresci com Wire, Magazine, the Clash. Coisas que tinham ótimos ritmos, grandes músicas e letras afiadas.

Como é o som do novo álbum?
Como se alguém tivesse pego o primeiro álbum e o colorido.

Ouvimos que há grandes colaboradores no disco, é verdade?
Bem, algum vagabundo bêbado fez os vocais para essa música White Light. Ele cantou em um ditafone para nós numa manhã quando estava caído perto do canal.

Mas Dennis Hopper aparece em uma faixa, não é? Por que escolheram trabalhar com ele?
Hmmm. Ele estava ótimo em Velocidade Máxima.

Fale da faixa-título, Demon Days.
Lembra-se de quando era uma criancinha e olhava para as nuvens no céu enquanto os raios do sol refletiam nelas? E algo assim tão simples fazia com que você se sentisse parte de tudo, mas ao mesmo tempo sozinho. E como essa sensação não é algo que você pode colocar em palavras então você passa a vida toda buscando isso, fazendo música, tirando fotos, pintando, o que for, na esperança de que alguém entenda essa sensação. Como entidades criativas nós buscamos sinais de vida fora de nós mesmos, para uma conexão aliviar o sentimento de solidão. É por isso que fazemos o que fazemos, quer saibamos ou não.

Isso é muito profundo. Mais palavras de sabedoria para compartilhar?
Sabe, se eu tiver que morrer, quero ir dormindo, como meu pai... Não gritando e berrando como todos seus passageiros.

Vocês vão fazer turnê do próximo álbum?
Estou costurando lantejoulas em minha roupa enquanto conversamos.

Como é estar na estrada? Seu colega de banda Murdoc é conhecido por ser um pouco temperamental.
É. Metade têmpera, metade mental.

Você aprendeu alguma lição a partir de sua experiência no Gorillaz?
Sim, é. não leve tudo a. não, espere um minuto. Você deve sempre pensar . Não, isso tá errado. Não. Na realidade acho que não aprendi. nada. Isso é uma lição por si só.
 

Redação Terra
 
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