| Alexandre Campbell/EMI Music Brasil/Divulgação |
 O perfeccionista vocalista da banda, Chris Martin, casado com a atriz Gwyneth Paltrow, admite que a pressão das expectativas já o está afetando |
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Finalmente o álbum diversas vezes adiado do Coldplay está chegando às rádios. Para a gravadora EMI, o grupo britânico pode trazer a fortuna ou a sua ruína.
"Este álbum representa a aposta mais alta do ano para a EMI", comentou o analista Paul Richards, da Numis Securities. A EMI é o terceiro maior grupo de música do mundo.
As ações do grupo sofreram queda de 16 por cento em fevereiro, quando ele atribuiu os lucros abaixo do previsto à demora em lançar álbuns importantes.
Assim, muita coisa depende do sucesso de X&Y, o álbum que segue ao segundo da banda, Rush of Blood to the Head, que vendeu mais de 10 milhões de cópias.
"Todos os olhos estarão voltados à performance deste novo disco", disse Richards. "Não dá para negar - o Coldplay é o assunto do mês."
Speed of Sound, o primeiro single do novo álbum, foi tocado na segunda-feira na rádio BBC. Na terça-feira, o Coldplay estava marcado para fazer uma apresentação ao vivo na MTV, aberta apenas para convidados. Mas o álbum só vai chegar às lojas em 6 de junho.
O perfeccionista vocalista da banda, Chris Martin, casado com a atriz Gwyneth Paltrow, admite que a pressão das expectativas já o está afetando.
Não faltam temores em relação à rejeição da crítica, depois de esta ter aclamado o disco anterior.
"Quando você apresenta canções novas, passa por um misto de arrogância e medo. Temos dificuldade em lidar com isso", confessou Martin num concerto beneficente realizado em Los Angeles no mês passado.
O músico disse que a produção do terceiro álbum do Coldplay foi "uma das experiências mais difíceis de minha vida".
No ano passado, o grupo descartou muitas das canções do novo álbum e voltou ao estúdio, para desgosto dos executivos da gravadora.
"Às vezes eles se exigem demais, querem fazer o maior álbum da história", disse Gennaro Castaldo, porta-voz das 200 lojas varejistas HMV na Grã-Bretanha e Irlanda.
"Todos os elementos necessários para que a banda tenha uma carreira de sucesso a longo prazo estão presentes. Eles possuem conteúdo real, capaz de garantir sua permanência, e têm uma base de fãs grande e leal na Grã-Bretanha, além de terem conseguido se comunicar com o público nos EUA e no resto do mundo", ele disse à Reuters.
Castaldo destacou que as apostas em jogo são altas, e não apenas para a banda.
"Com os preços das ações tão sensíveis a cada banda ou artista individual ... parece que as perspectivas da empresa inteira dependem desse álbum", disse ele.
O Coldplay nunca chegou a ter popularidade comparável à dos Beatles ou Rolling Stones, mas os críticos do pop acreditam que o grupo é um dos mais importantes do rock mundial.
Julian Marshall, editor da revista New Musical Express, disse: "O Coldplay leva adiante a tradição das grandes bandas britânicas." "Já ouvi o novo álbum inteiro. É tranquilamente tão bom quanto seu último. Acho que o Coldplay já ocupa uma posição comparável à do U2."
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