| Ivana Debértolis/Divulgação |
 Bruno Morais: "ser artista independente no Brasil é exercer a arte de esperar" |
|
|
 |
Busca |
|
Busque outras notícias no Terra:
|
 |
|
Imagine a mais legítima lounge music com fortes pitadas de música black, hip hop e MPB. A receita parece batida, mas em sua estréia fonográfica, Bruno Morais consegue fugir do comum com um elemento diferenciado: um apelo visual forte. Em Volume Zero, Morais faz música para se ver.
Ouça três faixas do CD
Visite o site de Bruno Morais
O nome do disco remete propositadamente a um estágio ainda embrionário de sua música. "É o começo mesmo. Aquele momento de decisão antes de agirmos", define Morais. O álbum que nasceu como uma "demo" ainda guarda elementos rústicos.
Mas a sonoridade supostamente mal acabada é apenas fachada. Em sua essência, a música tem um tratamento técnico bastante apurado. Para isso, Morais encheu-se de paciência para realizar um disco que levou mais de um ano para ser finalizado, e foi gravado entre Londrina e São Paulo.
Grande parte do mérito de adicionar elementos visuais à música é de Morais, mas ele divide o resultado com a artista Ivana Debértolis. Eles dispensaram a tradicional caixinha plástica dos CDs para apelar a uma embalegem de papelão.
Tanto em sua capa quanto no encarte, experiências fotográficas de Ivana adicionam, à música de Morais, um forte apelo visual. Em certos momentos, o disco limita-se a agir como uma trilha sonora do encarte.
Musicalmente, Volume Zero inova pouco em uma tendência largamente esbanjada no Brasil: a soma de elementos eletrônicos com MPB. Mesmo assim, o disco tem momentos marcantes como nas músicas Valha-me, O Canto da Alma Lavada e Passeando.
Batalhando para colocar seu disco no mercado de forma quase independente, Morais se prepara para o show de estréia que deve acontecer em maio. Mas nem isso causa ansiedade no pacato Bruno Morais. Como ele mesmo define, "ser atrista independente no Brasil é exercer a arte de esperar". Paciência e vontade ele tem de sobra.
|