| João Miguel Júnior/Globo/Divulgação |
 Bezerra da Silva se considerava o repórter da favela |
|
|
 |
Busca |
|
Busque outras notícias no Terra:
|
 |
|
Morreu na manhã desta segunda, o sambista Bezerra da Silva, aos 77 anos, depois de sofrer uma parada cardíaca. De acordo com o último boletim médico, a causa do óbito foi falência múltipla dos órgãos. O corpo de Bezerra está sendo velado no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. O sepultamento está marcado para às 15h desta terça-feira no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju.
Bezerra da Silva foi o repórter da favela
O sambista manteve-se instável clinicamente por todo o período de sua internação com grande dificuldade para a retirada da prótese ventilatória (processo para retirada do aparelho respiratório), evoluindo para o óbito.
Bezerra estava internado desde o dia 28 de outubro, no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital dos Servidores do Estado, Rio de Janeiro, com embolia pulmonar e pneumonia.
No começo de setembro, o músico também esteve internado em estado grave com enfisema pulmonar e complicações em seu quadro respiratório, chegando a apresentar pneumonia.
Bezerra da Silva gravou seu primeiro compacto em 1969 e o primeiro disco em 1975. Seus maiores sucessos são Malandragem Dá um Tempo (regravada pelo Barão Vermelho), Candidato Caô Caô (regravada pelo O Rappa), Seqüestraram Minha Sogra, Defunto Cagüete, Overdose de Cocada, Malandro Não Vacila, Meu Pirão Primeiro e Pai Véio 171, entre outros.
Em 1995 gravou Os Três Malandros In Concert, ao lado de Moreira da Silva e Dicró. Em 1998 foi tema do livro Bezerra da Silva - Produto do Morro, de Letícia Vianna.
Bezerra da Silva se tornou evangélico em 2001 e se preparava para gravar um disco com músicas religiosas.
|