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Música
Sexta, 21 de maio de 2010, 02h52  Atualizada às 15h22
Chris Brown surpreende com coreografia em show em São Paulo
 
Tainá Tonolli
Direto de São Paulo
 
Raphael Falavigna/Terra
Chris Brown abusa de playback em show para fãs apaixonadas
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    São Paulo recebeu nesta quinta-feira (20) Chris Brown durante a turnê Fan Appreciation, que começou em Belo Horizonte e deve passar ainda pelo Rio de Janeiro (21) e Porto Alegre (22).

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    O show teve abertura da banda Valkírias, grupo feminino que empolgou com boa presença de palco (em certo momento eram 9 pessoas) e versões de músicas pop. Houve referência a Michael Jackson, uma versão de Emotions, de Beyoncé, e Bad Romance de Lady Gaga. Entre uma e outra, as garotas cantaram músicas próprias. Vocais seguros, bom repertório e simpatia conquistaram o público de 6 mil pessoas que chegava para ver o rapper americano. O público, aliás, caprichou no visual inspirado no rapper - bonés de aba reta dominavam o Credicard Hall. Teve também uma quantidade expressiva de homens, apesar da presença ser logo abafada pelo gritos constantes e estridente do público feminino.

    Às 22h10 o show começa com um vídeo e efeitos de luz e fumaça. Chris Brown entra no palco, todo de preto com uma jaqueta de tachas acompanhado por quatro bailarinos e já fazendo coreografias rápidas e complexas. Este um dos pontos altos do show: Chris mostra que ensaiou e trabalhou duro pela performance no palco. Ele começa com Wall 2 Wall e Gimme That. Já na segunda música, usa playback nas partes em que a coreografia exigia mais fôlego.

    Depois, Chris emendou um medley até seu primeiro grande hit, Run It. Nesta hora, o público vai ao delírio e as mãos para o alto tem o mesmo movimento, com o Chris dominando a platéia. De repente, ele sai do palco, um bailarino faz uma apresentação e o público esfria. Talvez esquentar a galera e sair em seguida não seja uma boa estratégia.

    O show entra num momento mais romântico, com Transforma Ya e You. Chega a hora de Sex do álbum In My Zone, e Chris pede uma mulher no palco. Uma morena com um vestido curtíssimo e colado é a felizarda que dança com o rapper para delírio da plateia. O próximo grande momento é Kisses Kisses, acompanhada pelo público. Depois vem Drop It Low e Holla at Me, e há um segundo intervalo. Num medley de Poeira de Ivete Sangalo, I Gotta Feeling de Black Eyed Peas, uma batida de funk carioca e 50 Cent, Chris volta ao palco com uma bandeira do Brasil no momento mais animado do show.

    O cantor diminui um pouco o ritmo e entra na parte final da apresentação com Crawl, Say Goodbye e With You, as quais o público cantou junto. Nesta hora, Chris já abusava do playback. Tem minou o show sem direito a bis com Forever e dizendo que amava São Paulo.

    Chris deixa uma coisa clara no show: ainda é um garoto. Despontando para o sucesso ao 16 anos, hoje Chris é uma grande estrela mas falta segurança. Isso fica claro na forma como canta, que ainda é um tanto adolescente e como se porta no palco - tudo é muito bem ensaiado, não há espaço para improvisações que só alguém com bastante experiência faria.

    O show inteiro, principalmente as coreografias, é claramente planejado em detalhes. Se por um lado Chris impressiona precisão e sincronia com os bailarinos, é tudo tão calculado que tira a espontaneidade do cantor. Em alguns momentos, ele faz usos de playback, porque ninguém é de ferro e dançar daquele jeito tiraria o folego de qualquer um. Mas o recurso acaba sendo usado demais, até porque algumas das músicas tem participações e não funcionam bem ao vivo.

    Chris deixa transparecer certa timidez, que pode ser confundida com antipatia. A única conversa com o público foi "vocês querem se divertir comigo?", que pareceu bem falso. Fora isso, Chris não fez nem o agradecimento óbvio de todos os artistas estrangeiros que passam por aqui. Enfim, o show não é inesquecível ou surpreendente, mas também não falta qualidade. Entretanto, se depender do show em São Paulo, Chris vai continuar sendo conhecido por ser o namorado violento de Rihanna, porque a performance não convenceu pelo talento, exceto as fãs incondicionais, que não eram poucas presentes ao espetáculo.
     

    Redação Terra
     
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