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Música
Quarta, 5 de maio de 2010, 17h31  Atualizada às 17h33
Cantora recebe críticas de se promover ao assumir homossexualidade
 
Eric Deggans / St. Petersburg Times
 
Divulgação
Ao se assumir lésbica, cantora Chely Wright é acusada de usar sua sexualidade para promover novo álbum
Ao se assumir lésbica, cantora Chely Wright é acusada de usar sua sexualidade para promover novo álbum
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Vocês se lembram da época em que artistas costumavam se preocupar com a possibilidade de que sair do armário e assumir abertamente a homossexualidade prejudicasse suas carreiras?

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Agora, a antiga estrela do country Chely Wright enfrenta críticas que vêm da direção oposta, por revelar que é lésbica um dia antes do lançamento de seu novo disco e livro de memórias, o que deflagrou uma cobertura de mídia de proporções dignas de Lindsay Lohan.

"Quem diabos é Chely Wright?", perguntaram diversos blogs na segunda-feira, quando surgiram notícias de que a celebridade que planejava sair do armário em entrevista à revista People esta semana era na verdade uma cantora country que não lançava um disco com material inédito já há cinco anos.

Os observadores pareciam desapontados por a notícia não se referir a um nome mais conhecido (Oprah Winfrey, Queen Latifah e a cantora country Shelby Lynne foram alvos de especulação na mídia), e essa decepção veio acompanhada pela crítica: Wright só está agindo assim porque quer publicidade.

É uma suspeita natural, se levarmos em conta a mudança do cenário no mundo do entretenimento. No passado, sair do armário era um processo complicado, cercado por boatos e por preocupações justificadas quanto aos efeitos que a notícia poderia ter sobre a carreira do envolvido; mas hoje em dia os artistas que anunciam publicamente sua homossexualidade são tratados com o mesmo cuidado reservado aos anúncios de casamentos ou de nascimentos relacionados a celebridades - com um esquema muito bem administrado de divulgação, calculado para coincidir com um momento de máxima oportunidade profissional.

No caso de Wright, 39, isso envolveu o lançamento de um novo álbum, Lifted Off the Ground, e do livro de memórias Like Me: Confessions of a Heartland Country Singer, que saíram ontem, um dia depois que o site People.Com revelou ao mundo a história da cantora. Nesta quarta-feira (5), ela será entrevistada no Today, programa da rede de TV NBC, pelo programa Access Hollywood e na rede CNN, no programa de Joy Behar, para manter o assunto em circulação.

A máquina de divulgação na verdade entrou em funcionamento no ano passado, quando o agente de empresa Howard Bragman, que ajudou Chadtity Bono e a atriz Meredith Baxter a orquestrar jogadas semelhantes, anunciou que estava trabalhando para ajudar uma grande estrela da música a sair do armário em 2010. À medida que os rumores se espalhavam, o site de fofocas online Gawker definiu a revelação antecipada com o termo "Cinco de Gayo".

Vejam como o país mudou. Nos anos 50, o exuberante pianista Liberace processou publicações por darem a entender que ele era gay. Barbara Walter, co-apresentadora do programa The View, recentemente mostrou uma curiosa mistura de ego e preocupação ao expressar em público seu temor de que as perguntas diretas que fez ao amigo Ricky Martin em 2000 sobre sua orientação sexual pudessem ter prejudicado a carreira dele na música.

Agora, sair do armário parece ter se tornado uma decisão de negócios, no caso de Wright. Isso não significa que as coisas tenham sido fáceis para ela. A premiada cantora declarou ao programa Access Hollywood que havia contemplado o suicídio em 2006 por "viver uma mentira" ao manter uma fachada de heterossexualidade e namorar o cantor country Brad Paisley. "Eu escondi tudo pela minha música", diz Wright, que conquistou sucessos no final dos anos 90 e começo dos 2000, em entrevista à revista People.

E, se você considera K. D. Lang como cantora pop e não country quando ela assumiu em 1992, Wright é provavelmente a maior estrela do mundo country a sair do armário em um segmento da música onde os gays não são assim tão bem recebidos. O maior risco para ela é o de que os fãs ardorosos da música country a rejeitem por preconceito contra a homossexualidade, enquanto pessoas mais simpáticas à sua situação talvez a rejeitem por oportunismo.

Sempre que vejo um artista sair do armário, me lembro de uma entrevista que fiz muito tempo atrás com a cantora e compositora Melissa Etheridge, homossexual assumida e orgulhosa de suas escolhas. Ela disse que algumas celebridades escolhem revelar (ou não) sua orientação sexual por motivos puramente pessoais que o público talvez nunca venha a descobrir. Assim, espero que a situação se prove uma vitória para uma artista que escondeu seu verdadeiro eu por tempo demais. O que quer que aconteça, certamente vivemos uma era melhor do que aquela em que perguntar a alguém sobre sua orientação sexual podia prejudicar uma carreira.
 

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