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Música
Quinta, 18 de março de 2010, 03h38  Atualizada às 13h19
Em show, sertanejos cantam versões de Roberto Carlos
 
Gustavo Pelogia
Direto de São Paulo
 
Reinaldo Marques/Terra
Roberto Carlos abraça Dominguinhos em show sertanejo
Roberto Carlos abraça Dominguinhos em show sertanejo
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Alguns dos clássicos de Roberto Carlos ganharam nova versão na noite de quarta-feira (17). Após o show Elas Cantam Roberto com algumas das principais cantoras do Brasil, foi a vez dos ícones sertanejos soltarem a voz para homenagear o Rei e seus 50 anos de carreira, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Milionário & José Rico, César Menotti & Fabiano, Nalva Aguiar, Gian & Giovanni, Martinha, Paula Fernandes, Dominguinhos, Sérgio Reis, Bruno & Marrone, Almir Sater, Elba Ramalho, Victor & Léo, Zezé Di Camargo & Luciano, Roberta Miranda, Daniel, Leonardo e Chitãozinho e Xororó prestaram sua reverência a Roberto Carlos.

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O local ainda estava sendo preparado para o espetáculo quando a plateia de cerca de nove mil pessoas começou a entrar no ginásio. Foram feitos testes no telão e os últimos ajustes com a banda, antes do show, que vai render um CD, DVD e um especial na Rede Globo - por isso, durante a apresentação, algumas músicas foram executadas (gravadas) mais de uma vez.

Às 21h45, o palco recebeu os primeiros convidados. Os telões brilharam na cor laranja para receber Milionário & José Rico, que cantaram A Distância. A veterana dupla chamou César Menotti & Fabiano, que apresentaram A Proposta em versão sertaneja. Ao final, Fabiano citou um trecho de Emoções para agradecer o convite de Roberto Carlos e a plateia.

Em seguida, de chapéu branco e um lenço vermelho nas mãos, Nalva Aguiar foi a primeira mulher a entrar no palco e precisou lembrar a letra de As Curvas da Estrada de Santos duas vezes. Na primeira, o maestro Eduardo Lages pediu que a cantora fizesse o número novamente. "Nós vamos fazer de novo. Não enjoa não?", perguntou ela ao público, que aplaudiu mais no segundo número da cantora.

O primeiro coro da plateia só veio em Eu te amo, te amo, te amo, interpretada por Gian & Giovanni. "A emoção da gente não cabe no coração", disse Giovanni, antes de chamar "como diria o Rei, o queijinho de minas, Martinha". O palco ficou todo rosa para que a mineira cantasse Alô. Ela mostrou desenvoltura ao tocar o piano enquanto cantava.

Martinha também provocou a primeira histeria da noite ao chamar a atração seguinte. "Vou sair do palco antes de anunciar, porque isso vai cair... Bruno & Marrone!". A dupla goiana fez uma rápida aparição com a música Desabafo.

Um dos grandes momentos da noite foi a união da jovem mineira Paula Fernandes e do pernambucano Dominguinhos. O público acompanhou com atenção e se emocionou batendo palmas durante as duas vezes que a dupla cantou Caminhoneiro. Com um vistoso vestido amarelo, Paula não hesitou em dizer que aquele era o dia mais feliz de sua vida.

Depois da dupla, um ilustre representante da velha guarda sertaneja subiu ao palco. Do alto de seu paletó preto, com brilhos na cor prata, Sérgio Reis interpretou Todas as Manhãs. Ao chamar o próximo convidado, fez uma rápida brincadeira: "não consigo ficar longe desse homem, sabe?", disse, antes de citar o nome do violeiro Almir Sater.

Com problemas em sua viola, Sater teve de gravar duas vezes, causando uma pequena confusão com Elba Ramalho, que foi chamada por ele, mas precisou sair do palco para que Almir gravasse novamente. Nada que mexesse com o humor do público, que batia palmas e gritava por qualquer movimentação, parecesse ou não incômoda.

Elba pôde enfim apresentar a nova versão de Esqueça. Ao final, ela lembrou que aos 14 anos era baterista em uma banda de rock e já tocava músicas de Roberto e que jamais pensaria estar em um encontro como aquele.

A paraibana deixou o palco para a chegada de Victor & Léo, que causaram histeria nas garotas mais novas que assistiam ao show. Alternando, os dois visitaram as pontas do palco antes de cantar Jesus Cristo, em uma versão bem ao estilo de Roberto Carlos, que não invocava a alma sertaneja do evento.

O show ainda contou com Roberta Miranda, que chegou ao palco muito sorridente e cantou Eu Disse Adeus. Ao final, ela se ajoelhou no canto esquerdo do palco em agradecimento aos aplausos recebidos. Antes de sair, chamou Zezé Di Camargo & Luciano para cantarem O Portão.

A dupla continuou no palco para interpretar o sucesso Quando e receberam a companhia de Daniel no meio da música - que também precisou ser gravada duas vezes, a pedido do próprio Daniel, que disse ter errado uma parte da letra. A plateia se empolgou e levantou para cantar e bater palmas com o trio em ambas as vezes.

Antes de seu número solo, Daniel pediu ao público uma salva de palmas ao maestro Eduardo Lages, responsável pelos arranjos das músicas. Ele cantou Do Fundo do Meu Coração, antes de convidar Rio Negro & Solimões ao palco, para que Sentado À Beira do Caminho fosse cantada pela dupla mineira.

Na sequência, os telões se encheram de corações vermelhos para receber Leonardo, que interpretou a romântica Por Amor. Em seguida, Chitãozinho & Xororó cantaram Eu Preciso de Você, mas emocionaram mesmo quando receberam Leonardo de volta ao palco em É Preciso Saber Viver. O novo arranjo da música teve até uma belíssima guitarra havaiana.

Somente após as 19 músicas é que o grande astro da noite visitou o palco. Com o tradicional traje branco, Roberto Carlos agradeceu aos convidados e ao público e fez uma grande homenagem a uma das duplas pioneiras "que ajudou a criar a música sertaneja": Tonico e Tinoco.

Tinoco, agora com 90 anos de idade (o parceiro Tonico morreu há 16 anos), foi ao palco ouvir um pouco e falar bastante ao lado do Rei. Mesmo debilitado devido à idade avançada, ele se mostrou um homem lúcido e bem-humorado, arrancando risos do público. "Conheço o Roberto desde criança, eu dei de mamar para ele. Na mamadeira, claro. Eu não disponho de material para fazer de outro jeito", disse, levando a plateia às gargalhadas.

O cantor completa este ano 75 anos de carreira e é o artista sertanejo com mais tempo de carreira. Enquanto conversava com Roberto Carlos, Chitãozinho & Xororó apareceram de surpresa para entregar uma placa de agradecimento a Tinoco, que ficou lembrando histórias de sua carreira e vida pessoal.

Apesar de alguns dos convidados agradecerem a oportunidade de estar "cantando com o Rei", foi só no final do show que de fato isso aconteceu. Roberto vestiu um chapéu de vaqueiro e se uniu às 17 vozes convidadas em Eu Quero Apenas, celebrando a amizade entre os cantores. Um a um, os artistas deixaram o palco. Roberto foi o último e agradeceu levantando o chapéu - um típico gesto caipira, dando o toque final às emoções sertanejas da noite.
 

Redação Terra
 
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