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Música
Sexta, 29 de janeiro de 2010, 02h57 
Com clássicos de peso, Metallica derruba Porto Alegre na lama
 
Fernando Diniz
Direto de Porto Alegre
 
Fabio Mattos/Terra
James Hetfield empolgou os fãs
James Hetfield empolgou os fãs
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    Mesmo 11 anos mais velhos depois do último show no Brasil, o Metallica não se mostrou nem um pouco fora de forma com o passar do tempo. Ao som de clássicos dos primeiros discos da banda, os 26 mil fãs presentes em Porto Alegre pareciam não se importar com o chão lamacento do Parque Condor, indo a nocaute diante dos riffs de guitarra da banda americana, formada nos anos 80.

    » Veja fotos do show do Metallica
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    Por volta das 21h45, o início da World Magnetic Tour no Brasil era anunciado com a pesadíssima e pulsante Creeping Death. Sem tempo para saudações, o baixista Robert Trujillo chamou logo em seguida o tema da For Whom the Bell Tolls. Uma pequena exibição de microfonias do guitarrista Kirk Hammett emendou na Ride the Lighting, faixa título do álbum de 1984 que abriga os três clássicos.

    Depois dos três primeiros golpes, o Metallica partiu para um clima mais ameno, com a singela The Memory Remains, de uma fase mais mansa da banda. Com os ânimos mais calmos, o vocalista e guitarrista James Hetfield surge com um violão e toca os primeiros acordes da épica Fade to Black, com belos solos de Kirk.

    Após apresentar três músicas do último disco, o Death Magnetic, que dá nome à turnê, Hetfield afirma: "ouvi falar que os brasileiros gostam de música pesada". Era o prenúncio de outro petardo: Sad but True, no disco conhecido como "Black Album". Nessa, o baterista dinamarquês Lars Ulrich parecia que pretendia quebrar os pratos de sua bateria, tamanha força colocada no acompanhamento da música grave e marcante.

    Outro ponto alto do show foi a sequência fatal de One, Master of Puppets e Battery, que dispensam apresentações. A balada Nothing Else Matters, introduzida por arranjos de guitarra limpa de Kirk, foi a que recebeu maior coro dos fãs. Na sequência, Enter Sandman fechou o repertório do disco preto do Metallica.

    No bis, Metallica surpreendeu ao tocar Die Die My Darling, da banda de punk Misfits. O desfecho foi uma volta às origens, com Seek and Destroy, do primeiro disco da banda, o Kill 'em All.

    Gafe
    Por duas vezes, James Hetfield afirmou que o show desta quinta-feira era o primeiro da banda na capital gaúcha. Na verdade, a banda também tocou em 1999, no Jóquei Clube. Quando James repetiu a frase, no fim do show, Kirk gesticulou para a plateia que este era o segundo espetáculo da banda em Porto Alegre. O vocalista, no entanto, parece não ter notado o sinal do colega.

    Torta e presentes
    Após o show, James jogou várias tortas na cara de um dos membros da equipe da banda, em cima do palco, em "comemoração"ao seu aniversário. A pedido do vocalista, plateia cantou "parabéns" ao aniversariante. Depois, os integrantes do Metallica arremessaram centenas de palhetas para os fãs que estavam na área VIP, em frente ao palco. Alguns conseguiram pegar mais de uma palheta estilizada do Death Magnetic.


     
    Redação Terra
     
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