| Pedro Cupertino/Divulgação |
 Lucas durante apresentação em SP |
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Lucas Silveira apresentou pela primeira vez na noite dessa terça-feira (15) seu projeto solo para o público paulista. Com o nome de Beeshop, ele canta suas músicas acústicas e em inglês, mesclando composições com teclado e violão e algumas com sons eletrônicos e bateria.
Já com certo destaque na internet, o primeiro disco do projeto, The Rise and Fall Of Me, foi gravado este mês no Estúdio Midas e deverá sair em fevereiro do ano que vem pela Arsenal/Universal Music. Confira o que esperar do novo disco e do futuro de Lucas nesta entrevista exclusiva para o Terra, concedida após o show no Inferno Club.
Como nasceu a ideia do Beeshop?
É um projeto que nasceu em 2006, bombou do underground em 2007, 2008, mas sumiu quando começamos a trabalhar mais o Fresno. Agora ele é menos brincadeira, pois envolve a gravadora, mas continua totalmente paralelo ao Fresno. Os shows serão no meio da semana, é terça, quarta, quinta. Estes shows (o primeiro foi em Porto Alegre e haverá ainda em Recife e Fortaleza) são um aquecimento para o lançamento do disco.
Por que esse nome?
Queria ter um sobrenome marcante e Silveira não é. Então eu brincava que eu era o Lucas Bishop. Quando fui registrar, o nome já existia, então coloquei com dois "e".
Qual a diferença entre compor para um e outro?
Com o Beeshop, tenho muito menos compromisso. Até na gravadora, o compromisso foi menor. Disseram "grava aí" e pronto. Sou totalmente livre para fazer o que der na minha cabeça naquele dia. Pode ser que um mês eu me arrependa, mas é uma coisa que é só minha.
Já no Fresno, existe não só a conversa entre todos nós, também tem uma modelo que você precisa respeitar. Uma banda vira uma coisa muito maior do que tu. O Fresno é uma banda de rock popular, tocamos para todo tipo de público, então temos um universo menor para vagar. Já o Beeshop soa pop por natureza, por ser em inglês, entra mais fácil na cabeça.
A intenção é angariar não só o público do Fresno, mas também aqueles que não gostam da banda por ser algo muito popular.
Como foram as gravações e o que você espera do disco?
Vai sair pela Arsenal/Universal, mas foi produzido por mim. O Bonadio me deixou com o estúdio e fiz tudo. Também estou tentando fazer com que saia em vinil, é um sonho pessoal. Que sejam 500 cópias, mas quero atingir também o público que gosta desse tipo de material. Talvez demore para chegar nessas pessoas, mas confio muito que elas deixem de lado o preconceito contra o Fresno, ouçam e deem o braço a torcer. Como eu gravei e produzi sozinho, foi muito rápido. Foram 10 dias no estúdio e agora estou na mixagem. Como o Midas esta cheio, tive de parar a mixagem, mas essa fase deve levar uma semana. Acho que em fevereiro estará nas lojas.
Você quer ser o Chris Cabarra (criador do Dashboard Confessional, uma das principais fontes de inspiração do Beeshop) do Brasil?
Com certeza, quero ser sim. Queria ser até mais. Vamos falar de sonhar aqui, eu gostaria de ser o Jack White do Brasil. De ter a Fresno e tudo mais que eu tiver na cabeça. Eu gosto de música eletrônica séria, como LCD Sound System, então não duvido que daqui alguns anos eu tenha um projeto nessa linha também. Gosto de dar vazão a tudo que eu faço, e se a gravadora continuar me apoiando como agora, de até levar o Beeshop para a rádio, então pode dar muito certo.
Como o Beeshop chegou na Arsenal/Universal Music?
Em 2008 o Rick Bonadio (produtor) me ligou e perguntou se eu gostaria de lançar o Beeshop. Eu pedi para segurar, pensei em fazer alguns shows, mas depois ele falou para esperar mais, até que eu ganhasse uma identidade própria, pois naquela época as pessoas ainda confundiam a gente com Nx Zero, CPM 22 e outras. Ele disse "quando as pessoas te reconhecerem como o cara da Fresno, pode ter outra coisa".
Nós ficamos um tempo sem falar nisso e agora ele me chamou de novo. Mostrei algumas músicas no violão e ele nem terminou de ouvir, mandou gravar. Nós compartilhamos a ideia de que isso também é bom para a Fresno. Muda a visão de muita gente que não gosta da banda, mas pode gostar do projeto. Eu almejo ser conhecido e respeitado como um cara que tem a Fresno e também outras viagens.
O Tavares (baixista da Fresno) também está para lançar um disco solo, como Esteban. Não existe um conflito de egos?
Todo mundo acha que sim, mas é uma coisa que não pensamos muito. Isso vem mais de fora. Na comunidade do Fresno no Orkut, por exemplo, abriram uma enquete perguntando "quem você prefere?", mas não tem nada a ver. Quando sair o disco dele, talvez faça mais sucesso que o meu, mas não é uma concorrência. Nossos projetos só ajudam as pessoas a pensar que a Fresno é uma banda melhor.
Durante o show, toda hora você dava uma olhadinha para uma menina na lateral do palco. Quem era?
Minha namorada, Nicole Albiero. Queria ver o que ela estava achando, ela é meio juíza. E tenho que ver se ninguém está dando em cima também, né?
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