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Música
Segunda, 23 de novembro de 2009, 07h47  Atualizada às 20h55
Sting reencontra Cacique Raoni e empolga súditos do The Police
 
Vanessa Kopersz Ming
Direto de São Paulo
 
Celso Akin/AgNews
Sting reencontra o Cacique Raoni em São Paulo
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Tudo bem que estava chovendo. Tudo bem que a lama da Chácara do Jockey ficava cada vez mais insuportável à medida em que a água que caia do céu não dava muita trégua na noite desse domingo (22), no festival About Us. A grande maioria do público estava lá para receber a "cereja do bolo" do festival, o inglês Sting. E ele correspondeu à expectativa dos "súditos" que o aguardavam: abriu a noite com uma versão impecável do hit If I Ever Loose My Faith in You.

» Veja fotos do show de Sting
» Jason Mraz aquece público para receber Sting

Bastante barbudo e com um sorriso genuíno que fazia par com um leve bronzeado adquirido em terras brasileiras, o astro pop saudou a todos em bom português: "Muito obrigado, saudades São Paulo". E essa foi só a primeira das frases ditas em nossa língua nativa. "Estou muito feliz de estar aqui com vocês", foi outra. O público retribuiu o elogio com mais aplausos e gritos.

O show foi uma sucessão de hits para deixar qualquer fã com sorriso de orelha à orelha. Aos amantes do The Police, restou esquecer de tudo e entoar refrões de Message In a Bottle, King of Pain, Roxanne, Wrapped Around Your Finger e Walking on The Moon.

A grande parte dos fãs de Sting no festival devia ostentar RG de quem nasceu antes da década de 80 e conhecia de cor esses clássicos, já quase jurássicos. Mas o roqueiro também cantou músicas de sua fase solo, como English Man in New York e Fields of Gold, além da idolatrada If You Love Somebody Set Them Free.

A tribo toda
Quando se despediu pela primeira vez do público, era óbvio que o bis ia rolar e não demorou nem um minuto para que Sting voltasse e detonasse os primeiros acordes de Desert Rose. Depois vieram Bring On the Night, num flerte delicioso com o jazz, com direito a solo de teclado, e King of Pain. O "gran finale" estava fervendo.

Em seguida, Every Breath You Take fez o público cantar em coro e sugeriu um clima para muitos casais apaixonados. E, para acabar seu show de maneira ecológica (afinal, esse era o tema do festival), Sting chamou ao palco seu "chapa" de longa data, o Cacique Raoni.

"Ele é meu pai, meu muito amigo", anunciava o inglês, antes de Raoni subir ao palco. Pena que o discurso do índio veio sem tecla sap e ninguém entendeu nada. Mas tudo bem, afinal, a última canção do show, Fragile, foi de arrepiar. Sting deixou, com sua solar e inegável simpatia, a mensagem: veio para tocar e cantar tudo o que sabe.

O caos da lama
A chuva já estava fraca quando a multidão, como uma procissão, dirigia-se ao portão de saída. Mas o que mais se ouvia não eram opiniões sobre a música da noite. A maioria do pessoal estava mesmo era pensando em como ia fazer com toda aquela lama nos sapatos, quando chegasse em casa.

Sonia Meneghetti, relações públicas que acompanhava a empresária-celebridade Cristiana Arcangeli, estava inconformada. "Eu vim direto de Angra (dos Reis). E olha só o que acontece, estou cheia de lama, isso é inconcebível para um festival com tantos patrocinadores polpudos. Põe aí na sua matéria que a 'Soninha da Prada' (marca gigante da moda) de Miami tá reclamando, tá?". Outros nem davam tanta bola. " O som estava impecável. A lama faz parte, né?", disse o estudante Tomas Lamster, de 18 anos. Tudo bem que o festival era ecológico, mas não precisava exagerar...
 

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