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 Último álbum de Carrie Underwood é o mais fraco, diz crítico |
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- Sean Daly
Carrie Underwood e eu temos uma relação complicada. Toda vez que a Pollyanna de Nashville lança um novo álbum, meu reflexo automático menospreza seu esforço como se fosse sujeira de sarjeta. Avaliei seu último disco, Carnival Ride (2007), com um grande e insolente "D".
» Ouça Carrie Underwood no Sonora
Mas algo engraçado vai acontecer daqui a algumas semanas: vou começar a cantar as músicas dela. Bem alto. É constrangedor, na verdade. Além disso, como eu me livrei dos seus álbuns com um ar elitista, vou ter que rastejar ao iTunes para conseguir suas canções: Before He Cheats e Wasted do seu disco de estreia de 2005 Some Hearts; Last Name e Just a Dream de Carnival Ride.
Agora eu sei o que você está pensando: ah, Sean, até parece que as músicas da vencedora do American Idol são tão complexas que é preciso ouvi-las cuidadosamente e repetidas vezes. Ou ela está apaixonada ou não está. Às vezes ela acaba com o caminhão do ex-namorado. E fica nisso no quesito profundidade.
Entendo você, voz enviesada fora desse corpo. Mas como eu disse, é complicado. Talvez tenha algo a ver com a síndrome de Estocolmo? É como se eu fosse cativo da música dela por tanto tempo que agora começo a gostar.
Seja qual for o caso, lá vamos nós novamente: o novo álbum de Underwood, Play On, com 13 faixas, foi lançado na semana passada. E grande surpresa: não gostei. Os ganchos não são tão afiados; a primeira música Cowboy Casanova, coescrita com Mike Elizondo, amigo de 50 Cent, lembra descaradamente Before He Cheats e Last Name. Além disso, a maioria das músicas lentas ondulantes se funde em uma calmaria genérica.
Dito isso, estou me perguntando de quais novas músicas eu vou acabar gostando. Quanto às suas canções de mulher injuriada, o artificialmente hostil Undo It (coescrito com a jurada do American Idol Kara DioGuardi) é repleto de uma raiva piegas. Mas a fúria psicodélica de Songs Like This (Se não fosse por caras como você/ Não haveria canções como esta/ E se você não tivesse ido embora e me feito mal/ Eu não explodiria assim!) vai soar sublime no Dallas Bull, uma casa country onde tenho fantasias de me meter em uma briga de bar como Colt Seavers.
Quanto às lentas, Mama's Song (uma das sete novas músicas coescritas por Underwood) e Change são preciosas demais, pregadoras demais; Underwood tem uma voz limpa e poderosa, mas muitas vezes seus vocais se tornam insípidos. A menos que ela esteja cantando uma de suas ótimas versões - como, digamos, Praying for Time, de George Michael -, a moça de Oklahoma tem uma tendência a se perder na trama adulto-contemporânea.
É por isso que a relativamente despojada e agridoce Someday When I Stop Loving You é tão boa. A música tem um vago toque dos anos 1970 e lembra todos os grandes clássicos do Chicago. Ela parece legitimamente arrasada, como se acreditasse em cada palavra. Esqueça daqui a três meses: estou gostando agora.
Play On vai vender como água, mas é o álbum mais fraco de Carrie até hoje. Não existem canções de sucesso suficientes para promover e estou bem certo de que essa crítica não vai mudar. Mas, ei, não vou ficar arrasado se mudar. Em um mar pegajoso de cultura pop, Underwood é agradável e brilhante. Então vá em frente, Carrie, prove que eu estou errado.
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