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 "As gravadoras não queriam saber de mim. Fui fazer show", diz Benito Di Paula |
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A resposta para a primeira pergunta já dava a tônica do que seria a entrevista. Gravar um DVD era sonho antigo? "Que nada! Eu fiquei 17 anos sem gravar, as gravadoras é que não queriam saber de mim. Então fui fazer show", manda o cantor Benito Di Paula, às gargalhadas. O show registrado aconteceu ano passado, no Vivo Rio.
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"Eles falaram que não ia ninguém, pensei: 'Meu Deus!' Mas foi o recorde de público lá, milhares de pessoas", comemora Benito. "Foi maravilhoso, veio gente de todo o Brasil. Minha plateia é a torcida do Flamengo", compara o cantor.
Ele não para de enumerar: "numa pesquisa agora na Suécia constataram que eu tenho 53 milhões de discos vendidos na minha carreira", conta o músico. "Só o Charlie Brown vendeu 4,5 milhões na Europa, com mais 3,5 milhões no Brasil." A repórter também descobre, por acaso, que a música de mesmo nome é sucesso em casamentos... no México.
Mesmo em tempos de música baixada na Internet e DVDs piratas, Benito está otimista quanto às vendas de seu novo trabalho. "Recebo e-mails do mundo e do Brasil inteiro pedindo o DVD. É uma loucura", conta. "Eles ligam para a minha casa, sabem tudo de mim. Não escondo nada de ninguém. Estou louco para arrumar uma namorada, vou esconder para quê?", conta ele, que este mês completa 68 anos.
No palco, o cantor e pianista caprichou no figurino, com o terno chamativo e as muitas joias de sempre, além do indefectível bigode. "E eu também sou muito perfumado, é que você não está aqui para sentir", diverte-se Benito, do outro lado do telefone. "Eu sou cigano, a gente adora essas coisas, se enfeitar faz parte".
Apesar do discurso, o cantor garante que é tímido e que não gosta de se ver na TV. "Lá em casa eu escondo, tenho a maior vergonha de me assistir. Adoro quando é ao vivo, pra não me ver depois", jura Benito.
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