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Música
Quinta, 2 de julho de 2009, 17h36 
Slim Jim Phantom é o cara
 
Edson Rossi
 
Getty Images
Slim Jim Phantom toca hoje no Rio de Janeiro
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Se Barack Obama fosse menos político e mais rocker, ele diria que James McDonnell é o cara. Verdadeiro diplomata das baquetas, James virou Slim Jim Phantom e se transformou no mais iconográfico dos bateristas. Seu visual ajuda: magrelo, alto, cabelos espetados... É mais fácil, contudo, identificá-lo por um hábito para lá de estiloso: ele toca bateria de pé. E leva ao palco não muito mais que três peças - o bumbo, a caixa e os pratos. Já ouviu alguma vez que menos é mais? Pois é, ele prova que menos é mais. É incapaz sair de uma apresentação dele sem dançar. Muito.

» Slim Jim teve bandas com músicos do heavy metal ao punk

Bem, Slim Jim está em missão pelo Brasil. Vá vê-lo. Nesta quinta, no Rio (no Estrela da Lapa). Na sexta, em Brasília (Mercado Alternativo). Sábado, em São Paulo (Clash Club). Domingo, em Curitiba (Jorker's Pub). Ele começou a tocar ao lado de Brian Setzer e Lee Rocker no lendário Stray Cats, grupo que ressuscitou o rockabilly - e foi semente de todos os gêneros que se seguiram: psychobilly, gothabilly, horrorbilly e punkabilly. Hummm, papão de maluco? Bem, resuma o currículo do moço a: ele é amado por Lemmy (Motörhead) e Glen Matlock (Sex Pistols) - ah, e já teve banda com os dois.

Para este nova-iorquino de 48 anos, estar num palco é sempre a maior coisa que pode acontecer a um músico. Antes de o Stray Cats estourar, eles já haviam feito cerca de 100 shows. Em todos, Slim subia ao palco e montava a própria bateria.

Foi assim há 19 anos, quando se apresentou com o Stray Cats no Projeto SP em São Paulo, em março de 1990, e realizou um dos shows mais dançantes da capital paulista em toda a história. Será assim em seu giro brasileiro entre esta quinta e domingo.

Capaz de ser ouvido e respeitado entre correntes tão distintos quanto o punk e o heavy metal, Slim Jim Phantom é o cara, mas se mantém cool. Tanto que nem sai por aí dizendo que foi casado por oito ano com uma bondgirl, Britt Ekland (a Mary Goodnight de 007 Contra o Homem da Pistola de Ouro). É ou não o cara?


 

Redação Terra
 
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