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 Banda virtual criada por Damon Albarn ganha documentário |
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Bananaz, filme de 91 minutos que varre a história do quarteto virtual Gorillaz, valeria só pelas declarações do músico por trás do projeto. Bem no começo sobram farpas para o programa American Idol ("é preciso encontrar uma cura para isso") e até para o britpop ("ele me ensinou o quanto é difícil ser experimental neste país") que Damon Albarn ajudou a moldar.
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Frasista de mão cheia e entusiasta das polêmicas fáceis, acabou de botar o Blur, seu primeiro grupo, de volta aos grandes palcos em apresentação no festival inglês Glastonbury, neste domingo. Neste documentário, mostra como foi criado o Gorillaz, a banda de desenho animado que mais vendeu na história.
Os fãs do grupo formado pelo vocalista 2D, mais o guitarrista Noodle, o baterista Russel Hobbs e o baixista Murdoc Niccals compraram 12 milhões de discos em busca de uma mistura que contém rock alternativo, hip hop e porções bem servidas de música eletrônica.
Imagens de 2000 a 2006
A concepção da parte musical é esmiuçada por Albarn, em sessões ¿ no início de 2000 ¿ nas quais é visto empunhando os instrumentos e se arriscando nas composições de hits como Clint Eastwood e Latin Simone, com a voz do cubano Ibrahim Ferrer (1927-2005). Outros colaboradores são o grupo americano De La Soul,o rapper californiano Bootie Brown, o ator Dennis Hopper e o produtor Danger Mouse, metade magra do aclamado Gnarls Barkley.
A evolução das ideias do artista Jamie Hewlett ¿ dos primeiros rascunhos aos clipes e projeções ¿ também recheia o DVD. Tão talentoso quanto o companheiro de Gorillaz, o ilustrador explica o conceito e o temperamento por trás de cada personagem enquanto delineia os bonequinhos.
O diretor Ceri Levy assina este extenso making of, com imagens registradas entre 2000 e 2006. Às gravações em estúdio durante a concepção das canções e das animações somam-se os clipes que apresentam a banda e shows já depois do estouro. Quando a parte sobre a criação do quarteto virtual termina, na primeira meia hora de filme, tudo descamba para uma espécie de diário de turnê. Ele inclui entrevistas monótonas e passagens entediantes no hotel, backstage e em outros espaços.
Trechos de músicas longas editados com cenas de momentos descontraídos servem como uma respirada para tamanho falatório (marrentos, Albarn e Hewlett adoram tagarelar), mas ainda assim chateiam. Para se ter uma ideia, o desenhista passa dois minutos fazendo chacota com o semanário inglês NME.
Os experimentos e discussões em busca de renovar o repertório do Gorillaz, já nos últimos trinta minutos de longa, retomam a proposta de expor a banda. Indo por esse caminho, o documentário consegue ser ao mesmo tempo engraçado e informativo.
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