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Música
Terça, 14 de setembro de 2004, 16h44 
Brian Wilson diminuiu o cachê para vir ao Brasil
 
Divulgação
O músico Brian Wilson diminuiu seu cachê para tocar em São Paulo
O músico Brian Wilson diminuiu seu cachê para tocar em São Paulo
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Não bastasse as confirmações de Kraftwerk, Primal Scream, PJ Harvey, Libertines, Nancy Wilson e Branford Marsalis, a segunda edição do Tim Festival - que acontece nos dias 5, 6 e 7 de novembro - já entra para a história da música no Brasil por trazer a São Paulo a lenda Brian Wilson. "Existem alguns nomes que nós tentamos todos os anos e não desistimos nunca. Brian Wilson era um deles", contou Monique Gardenberg em entrevista para a imprensa, em São Paulo, na manhã desta terça-feira. Monique integra a equipe de curadoria do evento, ao lado de Zuza Homem de Mello, José Nogueira, Paulo Albuquerque e Hermano Vianna.

Especial Brian Wilson: Ouça trechos de Smile, veja fotos e confira entrevista com o músico

"Brian Wilson está vindo ao Brasil por um cachê que é um pouco maior do que a metade do que ele costuma cobrar em outros lugares", ressaltou Monique. "Por isso, eu acho que ele mesmo quer muito vir ao Brasil", acredita. As exigências de Brian para que o show acontecesse foi de que ele queria um palco só para si e que o público assistisse ao show sentado. "Vão ser mais de 2h30 de show, com um pequeno intervalo no meio", adianta.

O show que Brian Wilson fará no País será uma mistura de sucessos do começo de carreira dos Beach Boys (Surfin USA, Help Me Rhonda), canções do álbum clássico Pet Sounds e a íntegra do álbum inacabado mais famoso de todos os tempos, Smile, cujo maior hit é Good Vibrations, que na época (1968) foi lançado em single. "A produção do show dele nos mandou um vídeo e só de ver na tela já é emocionante. Eu não pensei que fosse mexer tanto comigo quanto mexeu", confessou Monique.

O Rock e o Eletrônico
Após ter 'vazado' para a imprensa a vinda de Primal Scream e Kraftwerk, a organização do festival comemorou o fato de ter conseguido manter segredo até o último minuto sobre a vinda de Polly Jean Harvey. Conhecida no meio musical como PJ Harvey, essa guitarrista promete causar comoção no público paulista. Grande nome do rock mundial nos últimos anos, PJ virá ao Brasil divulgar as canções de seu álbum mais recente, o cru, blueseiro e melancólico Uh Huh Her, lançado no começo do ano.

Kraftwerk virá pela segunda vez. "Mas agora eles estão com um show totalmente novo", informou Hermano Vianna. Para abrir o show dos mestres da eletrônica, o novato Kid606. "Ele toca apenas com lap top, assim como o Kraftwerk hoje em dia", disse Hermano, fazendo a ponte de ligação entre passado e presente. Um grande destaque da programação é o Pet Shop Boys. o duo havia anunciado shows para o Brasil em junho, mas acabou adiando. No Tim Festival, a dupla ficará encarregada pelo encerramento, ao lado do DJ Mau Mau. Outro nome que promete ferver a molecada será o Libertines. Os ingleses acabam de lançar o segundo (e elogiado) disco e são um dos principais nomes do rock britânico na atualidade.

Jazz
"O sobrenome Marsalis já é um símbolo de qualidade", atestou Zuza Homem de Mello sobre a vinda de Branford, primogênito do mais famoso clã musical de New Orleans. A vinda de Nancy Wilson com seu trio também foi comemorada, mas o nome que mais recebeu menções na entrevista foi o de Art Van Damme. Com 84 anos completos em abril, Art já deveria ter vindo ao festival. Sua presença foi dada como certa cinco anos atrás, mas, por motivo de doença, o músico precisou cancelar a apresentação. A produção do jazzista já confirmou que a saúde do músico está perfeita, permitindo, assim, que os brasileiros tenham contato com o cara que introduziu o acordeão no jazz.

Brasil
"No ano passado nós levamos o (paulista) Fellini para tocar no Rio. Agora estamos trazendo o (carioca) Picassos Falsos para São Paulo", brincou Hermano Vianna. O Picassos retornou, após 16 anos de silêncio, com um excelente álbum de inéditas, Novo Mundo. A banda une samba, funk e rock e é uma das mais influentes da década de 80. O rock independente nacional também não foi esquecido. "Todo ano trazemos alguma banda que represente o underground mundial, e dessa vez decidimos colocar um grupo brasileiro também", contou Hermano, justificando a inclusão da banda Grenade, de Londrina.

Quem volta aos palcos brasileiros é Bebel Gilberto, após receber elogios das principais publicações do mundo. Bebel irá tocar na segunda noite do festival, dividindo o palco com uma atração ainda não confirmada pela produção do evento. "Deve ser o Kings of Convenience", conta Monique. "Mas não está acertado", completa.

SERVIÇO
Datas: Dias 5, 6 e 7 de novembro
Local: Jockey Club de São Paulo
Venda de ingressos: A partir do dia 1° de outubro

 

Redação Terra
 
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