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 Bezerra da Silva: partitura e serviços prestados ao partido alto |
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José Bezerra da Silva, o Bezerra da Silva, nasceu em Recife no dia 9 de março de 1927. Aos 15 anos mudou-se para o Rio de Janeiro com a família de retirantes. Na adolescência começou a frequentar rodas de sambistas na Lapa e aprendeu um pouco daquilo que seria uma de suas marcas definitivas: o chamado samba de "malandro".
Ouça Bezerra da Silva 
Fã incondicional do coco de Jackson do Pandeiro, Bezerra da Sliva iniciou sua carreira em 1950 como ritmista na Rádio Clube - onde tocava surdo, tamborim e diversos outros instrumentos de percussão. Suas primeiras composições, O Preguiçoso e Meu Veneno, foram gravadas por Jackson.
Seu compacto data de 1969 e o primeiro disco saiu em 1975. Antes de se tornar um ícone do samba de partido alto, Bezerra da Silva estudou violão clássico por oito anos e passou outros oito tocando na orquestra da TV Globo. Era um dos poucos partideiros que lia partitura musical.
Espécie de repórter da favela - um dos termos que ele aplicava a si próprio -, Bezerra deu voz a diversos compositores das comunidades cariocas e com eles fez parcerias. Seus maiores sucessos são Malandragem Dá um Tempo (regravada pelo Barão Vermelho), Candidato Caô Caô (regravada pelo O Rappa), Seqüestraram Minha Sogra, Defunto Cagüete, Overdose de Cocada, Malandro Não Vacila, Meu Pirão Primeiro e Pai Véio 171, entre outros.
Em 1995 gravou Os Três Malandros In Concert, ao lado de Moreira da Silva e Dicró. Em 1998 foi tema do livro Bezerra da Silva - Produto do Morro, de Letícia Vianna.
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