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Música
Terça, 31 de março de 2009, 12h30  Atualizada às 13h11
João Bosco e Vinícius fazem sucesso com "sertanejo universitário"
 
Osmar Portilho
 
Divulgação
Dupla é uma das referências do sertanejo universitário
Dupla é uma das referências do sertanejo universitário
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João Bosco é dentista. Seu parceiro, Vinícius, abandonou o curso de fisioterapia no penúltimo ano. Em vez de vestir branco e alugar uma sala comercial para montar consultório no Mato Grosso do Sul, a dupla calçou botas e correu atrás do sonho de ganhar a vida fazendo música.

» Confira letras da dupla
» Ouça João Bosco e Vinícius no Sonora

Mas os dois sabem muito bem que o sucesso deles nasceu e se mantém por conta da universidade. Tocando em bares para um público jovem e nos arredores de algumas faculdades, a dupla acabou ganhando espaço na nova onda do "sertanejo universitário".

O primeiro "estouro" veio em 2002. Depois de lançar Acústico no Bar, um álbum gravado com baixa qualidade de som, a música da dupla atravessou o País através da pirataria e da internet. Agora, com contrato com uma gravadora, a dupla lança o álbum Curtição, e não acha mais que a pirataria seja uma coisa bacana.

Confira o bate-papo de João Bosco com a reportagem do Terra:

Como foi a gravação do álbum Curtição?
Esse é um projeto em que eu e o Vinícius nos inteiramos mais, fizemos tudo desde o começo. Participamos da escolha do repertório, da pré-produção, da composição dos arranjos. A gente está muito feliz com o resultado porque ele atendeu todas as nossas expectativas.

Alguns sertanejos chegaram a criticar duplas mais novas por regravarem sucessos antigos. Vocês vêem problema nisso?
Acredito que até você alcançar seu espaço ao sol precisa mostrar timbre de voz, estilo musical. É mais fácil fazer regravações. Agora chegamos em um ponto da nossa carreira que a gente acha que não precisa mais. Optamos por gravar mais músicas inéditas. Neste CD, as regravações nem são sucessos. São músicas que outros artistas gravaram e não foram trabalhadas.

Vocês estouraram no começo da década com um CD gravado em baixa qualidade que viajou o País de maneira pirateada. Na carreira de vocês, até onde a pirataria ajuda até onde atrapalha?
Acho que não ajuda em nada. Hoje estamos em uma grande gravadora e a pirataria atrapalha. Naquela época isso foi importante pra gente porque o CD passou de mão em mão e caiu na internet. Foi uma divulgação grande e não tivemos custo algum. Mas agora resolvemos lançar um CD original e pagar todos os direitos autorais das músicas que estavam naquele projeto.

A dupla surgiu como uma das referências do chamado "sertanejo universitário". Esse rótulo incomoda vocês?
Não. Muita gente levanta essa questão, mas não fomos nós, artistas, que nos rotulamos. É um rótulo que veio do povo, do público.

Você acha que com essa nova onda do sertanejo universitário o preconceito com o gênero diminuiu?
Os artistas de hoje conseguiram chamar a atenção de um público jovem que gostava de música sertaneja, mas não tinha coragem de assumir. Na época em que a gente fazia faculdade, a gente mostrava música para os colegas e eles gostavam, mas não admitiam. Hoje os jovens aderiram ao sertanejo. Com certeza hoje a música sertaneja é a mais popular do Brasil.
 

Redação Terra
 
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