Especiais
Festival de Verão
Madonna

 Sites relacionados
Arquivo do Rock
FM O Dia
Dynamite
Nando Reis
Palco MP3
Território da Música


  Letras e cifras


 Notícias por e-mail
Receba as últimas notícias no seu e-mail
 Fale conosco
Mande suas críticas e sugestões. Participe!





Música
Sexta, 23 de julho de 2004, 11h41 
Lulu Santos diz que novo CD é um projeto para fãs
 
Marcelo Liso/Virgulando
Lulu Santos volta a apostar no (quase) certo e lança o CD e DVD  MTV ao Vivo
Lulu Santos volta a apostar no (quase) certo e lança o CD e DVD MTV ao Vivo
Saiba mais
» 'MTV Ao Vivo' de Lulu Santos terá música inédita
» Lulu Santos agita 60 mil pessoas no Ibirapuera
» Lulu Santos vai do clássico ao novo em show
» Lulu Santos será homenageado em premiação musical
» Lulu Santos desfila pop consistente em SP
 Últimas de Música
Busca
Busque outras notícias no Terra:
Não é fácil sobreviver no parco mercado pop brasileiro: anêmico em qualidade, variedade e quantidade. Nesse quadro, o cantor, compositor e guitarrista Lulu Santos tem um transatlântico de méritos. Aos 51 anos, segue na boca do povo e, como canta na inédita (e fraca) Sem Nunca Dar Adeus, ainda gosta "de sentir a mocidade extasiar quando tocam a canção...".

E, como a batalha é difícil, é preciso ser pragmático para manter esse tal de sucesso. Em 2000, Lulu reviu a trajetória no Lulu Acústico MTV. O projeto vendeu 745 mil CDs e 63 mil DVDs. Na seqüência, ele gravou dois álbuns de inéditas, Programa/2002 (56 mil cópias) e Bugalu/2003 (51 mil), que venderam menos do que as coletâneas da sua obra lançadas no período.

Agora, o compositor volta a apostar no (quase) certo e lança o CD e DVD MTV ao Vivo (BMG), gravados dias 23 e 24 de abril no Claro Hall, Rio, e cujo especial estréia nesta sexta às 20h30. Produzido pelo inglês Paul Ralphes, o CD traz 18 faixas e o DVD, 22 e mais entrevistas e cenas dos bastidores.

O MTV ao vivo Lulu Santos é bom? Um show de Lulu é sempre competente e sinônimo de coral adolescente, mas não há nada de especial em ouvir seus hits pela enésima vez, ainda que acrescidos de uma ou outra mudança nos arranjos. Déjà vu é a palavra certa para esse trabalho dispensável. Na quarta-feira, conversamos com o cantor, por telefone. Leia trechos da entrevista.

P - Há quatros anos você fez o Acústico MTV. Agora, o MTV ao Vivo. É apenas pragmatismo mercadológico ou desejo de registrar o seu momento atual no palco?
R - Mesmo se fosse apenas o desejo de registrar o momento atual já seria pragmatismo. Olha, o Acústico MTV é como o serviço militar: o artista pop tem que fazer em algum momento da vida. No MTV ao Vivo, posso cantar meus sucessos sem estar enquadrado em arranjos certinhos, cenário tal, figurino, essas coisas. Tem o lado de resgatar algumas canções, como Sincero e Adivinha o Quê, por exemplo. É um projeto para fãs. Depois, eu sou de performance, sou de palco, seja no Rio, São Paulo, Garanhuns ou Salvador. Aliás, quero tocar no Festival de Verão do próximo ano.

P - Não é chato ver que um CD tão bom como Bugalu (2003) não teve boa repercussão comercial e foi apreciado por poucos?
R - Pois é, foi apreciado por quem teve esperteza. Adoro esse disco. Estava ouvindo outro dia - é divertido e bem feito. Mas, sabe, vendeu uns 70 mil (NR: 51 mil, de acordo com a BMG) e o show gerou o MTV ao Vivo. Acho que Bugalu pegou a minha gravadora numa fase brocha. Ficaram confiando só na música de novela, Já é!, e investiram pouco. O clipe de Já é! também não ficou legal. Andrucha (Waddington) dirigiu e teve as meninas Fernanda (Torres), Cláudia (Abreu) e Mariana (Ximenes), mas ficou mal resolvido. Clipe tem dessas coisas. Às vezes, tem elementos demais e quebra o clima da música, como esse novo do OutKast, Roses.

P - Por falar em black music atual, sei que você tem ouvido muito Usher. No Brasil, aqui não sacaram ele direito, é um belo artista de R&B...
R - Você já viu algum DVD dele? Eu tenho um. É maravilhoso, seria a salvação possível para Michael Jackson. Tem aquela coisa de esforço e abnegação que o artista americano possui desde a infância ou a adolescência, quando percebe que tem talento. Ele é bem produzido e é bonito, tem aquela cicatriz no ombro, que lhe empresta um ar vulnerável e engraçado.

P - Como foi ser homenageado pelo prêmio TIM de Música, ser reverenciado por artistas de várias gerações. Você se sente à vontade como um medalhão pop?
R - Sou um medalhão pop, sim (risos). Quando botei o terno Kenzo e vi o Theatro Municipal me aplaudindo, me senti meio Paul McCartney. Eu que passei a vida querendo ser um dos Beatles. Foi uma coisa sincera, assim como foi a homenagem para Rita Lee, há alguns anos, antes do prêmio ter esse nome e ser transmitido pela televisão.

P - Hoje em dia, raramente você compõe em parceria. O que aconteceu? Você não sente desejo de compor novamente com Nelson Motta, por exemplo?
R - Eu tinha uma carência de palavras que, com o tempo, fui superando. A história com Nelson eu quero reatar. Aliás, como ele está fazendo 60 anos, vou gravar uma música e mandar para ele pôr a letra.

P - Você votou em Lula para presidente. Qual a sua avaliação do governo até agora?
R - Como todo mundo, estou insatisfeito. Mas ainda não chegamos à metade do mandato e não faço parte do time que gosta de ver o circo pegar fogo. Mesmo porque, se pegar fogo, a gente se queima também. Gosto dessa coisa do governo recuar quando percebe que a medida não será bem aceita. Não tem condição, por exemplo, aumentar impostos, como era a intenção sobre o INSS das empresas. O brasileiro é o povo que mais paga impostos sobre produtos. Agora, estou de saco cheio de ver um homem que nos representa errar tanto o português!
 

Correio da Bahia
 
 » Conheça o Terra em outros países Resolução mínima de 800x600 © Copyright 2010,Terra Networks Brasil S/A   Proibida sua reprodução total ou parcial
  Anuncie  | Assine | Central do Assinate | Clube Terra | Fale com o Terra | Aviso Legal | Política de Privacidade