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 Alice Cooper lança seu 25º disco de estúdio, sobre um serial killer |
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Aos 60 anos de idade e 44 de carreira, Alice Cooper acompanhou de perto a evolução da indústria musical: dos LPs, passando pelas fitas K7, a explosão dos CDs e agora a distribuição de faixas pela Internet. Lançando seu 25º álbum de estúdio, Along Came a Spider, o roqueiro diz que é "da Velha Guarda" e afirma que o MP3 está "matando a música".
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Por telefone, Alice Cooper conversou com o Terra sobre o novo álbum, sua relação com o Brasil e contou detalhes de Suck, filme no qual interpreta um bartender vampiro.
Confira a entrevista com Alice Cooper:
O disco Along Came a Spider é sobre um serial killer. O que te inspirou a escrever um disco inteiro sobre um assassino?
Uma boa história, somente isso. Todos os meus discos são sobre um tema. Gosto de pegar um personagem e escrever as músicas. Esse personagem, o Spider, tem várias camadas. É um atormentado, mas ele tem um certo humor, um certo romantismo. Para escrever as músicas me coloquei na pele dele. Como seria se eu fosse um serial killer?
O disco conta com as participações de Slash e Ozzy Osbourne. Como foram feitas estas músicas?
O Slash é um dos maiores guitarristas que eu já vi, é impressionante. Mandei a música para ele e ele me devolveu com uns 20 takes, com várias idéias de solos. Ele é genial, mas você precisa escolher a música certa para ele. Eu nunca mandaria para ele uma faixa que eu achasse que não combina com o estilo dele. Já o Ozzy toca gaita em Wake The Dead.
Porque ele assina a música como J. Osbourne?
É um pseudônimo dele. Na verdade eu não sei porque as pessoas fazem isso (risos). Ele costuma assinar algumas faixas que escreve como John Osbourne. É legal porque algumas pessoas acabam percebendo só depois de algum tempo quem é o convidado especial.
Falando em Slash, o senhor ouviu o Chinese Democracy novo disco do Guns n' Roses, antigo grupo do guitarrista?
Sim, é um ótimo disco, muito produzido. Um pouco demais para o meu gosto, rock and roll deve ser mais solto, mais divertido, mas é um grande trabalho do Axl Rose. Pelo menos ele faz algumas coisas imprevisíveis.
O senhor vai participar do filme Suck. Fale um pouco sobre o seu personagem.
Começo as filmagens agora em dezembro. É uma comédia de horror sobre vampiros. Então vou ser um bartender que é vampiro. Adoro quando me convidam para interpretar papéis diferentes de Alice Cooper. Adoro atuar.
Como um dos primeiros artistas a fazer shows de rock teatral, o que acha das bandas que usam esse tipo de artifício hoje em dia? E o que o senhor gosta no rock atualmente?
Acho bandas como o Slipknot e o Rob Zombie bem legais. Esse último disco do Slipknot é muito bom, eles estão se tornando melhor compositores. E o Rob é criativo em tudo o que faz. Gosto de bandas que parecem estar se divertindo quando tocam, rock é isso. Acho Jet e Foo Fighters bandas excelentes e também adorei o último disco do AC/DC.
O senhor viu a evolução dos LPs, a revolução dos CDs e agora o surgimento do MP3 e das redes de trocas de arquivos na Internet. O que acha dessa tecnologia?
Acho que o MP3 está matando a música. Em breve os artistas não farão mais discos, se tornou algo descartável. Eu ficava na fila de uma loja por um disco do The Who, ou dos Rolling Stones, agora isso vem para a sua mão, na sua casa. É uma pena. Eu faço e vou continuar fazendo discos para os meus fãs, sou da "Velha Guarda".
E sobre o Brasil? Sua última turnê começou aqui. Há planos para voltar ao País em 2009?
Eu amo o Brasil! Todos os artistas amam, é impressionante. À Europa vamos sempre, a Austrália está sempre nas turnês, mas quando surge a oportunidade de ir à América do Sul, é algo incrível. Já estive aí algumas vezes e sempre foi sensacional, o público brasileiro é incrível. Com certeza voltaremos no segundo semestre de 2009, com um show enorme, cheio de novidades.
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