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Música
Sexta, 21 de novembro de 2008, 08h34  Atualizada às 17h29
Primeiros álbuns do Creedence ganham edições de luxo
 
Fernando de Oliveira
 
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Os anos 60 foram mesmo um momento mágico para a música. Na Inglaterra e nos Estados Unidos bons artistas, discos e músicas clássicas brotavam por todos os lados. Em uma época na qual os jovens ainda procuravam seus espaço, músicos pareciam estar respirando um ar diferente, sendo comum lançarem mais de um disco por ano. Discos que, limitados pela tecnologia dos LPs em vinil, normalmente não ultrapassavam os 40 minutos de duração.

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Hoje, a indústria está em crise, um CD demora alguns anos para ser preparado e lançado e a Internet, da mesma maneira que ajuda a divulgar, pulveriza os lançamentos, dificultando a criação de algum grande sucesso ou ídolo. Uma das apostas das gravadoras é relançar álbuns antigos, remasterizados e sempre com bônus.

Os relançamentos da vez são os seis primeiros (e mais importantes) discos do Creedence Clearwater Revival (CCR para os íntimos), banda formada pelos irmãos John e Tom Fogerty (guitarras), Stu Cook (baixo) e Doug Clifford (bateria), que, entre 1968 e 1970, eram figuras constantes nas paradas de sucesso.

Os relançamentos do CCR São parte das comemorações de 40 anos do primeiro disco do grupo e os seis CDs vêm com som remasterizado, faixas bônus e parte gráfica caprichada, com libretos explicando a história de cada disco e a das faixas bônus (em inglês).

Liderados pelo talento de John Fogerty, que ao lado de John Phillips (Mammas&Pappas) e John Sebastian (Lovin' Spoonful), faz parte do trio de John"s que geralmente são subestimados pela crítica, o Creedence teve uma rápida e importante carreira discográfica.

Os bônus
Creedence Clearwater Revival: São quatro faixas gravados em 1969 no Filmore, em São Francisco, com destaque para Susie Q e seus mais de 11 minutos e o lado B do primeiro single do grupo, Call it Pretending, lançado quando ainda se chamavam The Golliwogs (o lado A, Porteville foi incluída no álbum).

Bayou Contry: Um outtake (versão alternativa) de Bootleg - talvez melhor até que a lançada - e versões ao vivo de Proud Mary (1971) e Born on the Bayou, gravados já após a saída de Tom, são ótimas razões para ouvir o álbum.

Green River: Talvez os mais interessantes bônus de todos. Broken Spoke Shuffle e Glory Be são dois instrumentais que nunca foram terminados por John. Interessante imaginar como seriam as canções com vocais e mais polimento. A versão ao vivo de Lodi também vale ser ouvida.

Willy and the Poor Boys: Se destaca Down on the Corner, jam com Brooker T. & the MGs, cheia de energia e bons riffs de guitarra. Cosmo"s Factory - O melhor disco ganhou as mesnos expressivas faixas bônus. Melhor ouvir o disco original com atenção e as bônus como curiosidade.

Pendulum: 45 Revolutions Per Minute (partes 1 e 2) são o mais interessante. Uma colagem de sons e ruídos, lançados como um single promocional.
 

O Dia

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