Especiais
Festival de Verão
Madonna

 Sites relacionados
Arquivo do Rock
FM O Dia
Dynamite
Nando Reis
Palco MP3
Território da Música


  Letras e cifras


 Notícias por e-mail
Receba as últimas notícias no seu e-mail
 Fale conosco
Mande suas críticas e sugestões. Participe!





Música
Segunda, 10 de novembro de 2008, 12h51 
Show do REM não deixa a desejar ao do Rock In Rio
 
Leandro Souto Maior
 
Alexandre Grand/Divulgação
Michael Stipe canta durante passagem do REM no RJ
Michael Stipe canta durante passagem do REM no RJ
 Últimas de Música
  • "Tomei a crítica de Aguinaldo como elogio", diz Ivete Sangalo
  • Após um mês, cantor Pedro Leonardo acorda do coma
  • Fãs lamentam morte de Robin Gibb, do Bee Gees, no Twitter
  • Robin Gibb, do Bee Gees, morre aos 62 anos
  • Busca
    Busque outras notícias no Terra:

    De repente os telões exibiram a capa do novo disco do REM, Accelerate, e logo depois o nome "Rio". Foi o único indício de que o show iria começar. Sem aviso, apagar das luzes, preparação, narração ou apresentação, os originais Michael Stipe, Peter Buck (a cara do Jiimmy Page) e Mike Mills deram a largada para a volta do grupo ao Brasil, neste sábado, desde a inspirada apresentação no Rock In Rio 3, em 2001.

    » Leia mais notícias do JB Online
    » Assine Sonora e ouça músicas
    » Confira letras de música
    » Aprenda a tocar hits

    A HSBC Arena, na Barra da Tijuca, não lotou, mas ficou o que alguns na platéia chamaram de "cheio agradável". Equiparou ao show da véspera, do grupo Maroon 5, e superou bastante em termos de público a apresentação de quinta-feira no espaço, do Offspring. Para assistir ao REM, o público era mais velho em comparação com os outros dias. Pelo menos um era talvez um pouco 'mais velho' demais.

    "Das bandas novas, a que mais gosto é o REM", disse o professor de história Nelson Toledo, 46 anos, que foi acompanhar a filha Luiza, 20 anos, que jurou a ele que iriam presenciar uma bela e quem sabe até histórica apresentação de rock. Ele justifica o fato de não ter noção de que o primeiro disco do grupo foi lançado em 1983. "Banda antiga para mim é Jethro Tull, Rolling Stones".

    Outros eram bem mais novos. Rafael Pelegatti, 12 anos, filho do cantor e compositor Frejat, já conhecia toda a discografia do REM "O mais recente, Accelerate, é o meu preferido", confessa.

    Melhor que o Nevermind
    O fim de semana de atrações internacionais de pop rock valeu como uma compensação pela fraca escalação de artistas do gênero na edição deste ano do Tim Festival. Foram três shows para figurar nas histórias das bandas e dos que testemunharam ao vivo.

    "É incrível como o Michael Stipe está com a mesma de voz de sempre, desde o início da carreira", surpreendia-se a professora de Educação Física Marcella Viegas. "Ele está em ótima forma, bem solto dentro daquele terno e gravata".

    Apesar dos belos efeitos nas imagens dos músicos no telão, que eram editadas em tempo real, o figurino (todos de preto) e a produção do show do REM não tinha firulas: o foco ali era a música. As novas canções foram um bom aperitivo para os clássicos como What's the frequency, Kenneth.

    Pouco ou nada se fala sobre isso, mas é nítida a influência do grupo americano dos anos 60 The Byrds no som do REM, dos timbres e riffs de guitarra ao tipo 'dylanesco' de compor, como em Drive.

    "Essa música é do Automatic for the people (1992), para mim o melhor disco dos anos 90", atesta a fotógrafa Márcia Rocha logo nos primeiros acordes da canção. "Melhor até que o Nevermind (do Nirvana)".

    No refrão de Imitation of life veio o primeiro auge do show, onde o público interagiu com a banda - já que Stipe quase não falava, pouco mais que um "thank you" aqui e outro ali - e a apresentação decolou. Apenas em alguns momentos o cantor parou para proferir palavras especialmente à platéia, como quando comemorou a vitória de Barack Obama. Nesta hora o telão projetava imagens do presidente eleito dos Estados Unidos - uma delas trazia a inscrição "Barack & roll".

    Mills também não fala, mas canta as discretas segundas vozes tão características do grupo - e que ficam mais ressaltadas ao vivo. O guitarrista Dado Villa-Lobos balançava a cabeça em aprovação, e aumentava o coro com entusiasmo no refrão de It's the end of the world as we know it....

    "É maravilhoso quando uma banda de rock sobe no palco e dá o seu recado", celebrou. "O Renato Russo se amarrava no REM É a primeira vez que estou vendo eles ao vivo. Incrível!".

    Outro Dado, o Dolabella, também curtia o show, mas às vezes seu pensamento parecia 'viajar' e ele ficava até de costas para o palco, como na emblemática Everybody hurts.

    "Gosto de rock and roll da melhor qualidade. Não estive no Rock in Rio, mas já esperava essa 'sonzera'. A banda é muito boa, muito simples, com cada um fazendo a sua parte, não precisa muito mais que isso para ser genial - avalia, com a propriedade de quem jura arranhar "na guitarra, violão, baixo e gaita".

    Let me in perdeu sua parede de guitarras original - gravada com uma guitarra de Kurt Cobain e feita em sua homenagem - para receber tratamento acústico.

    "Não gostei do repertório que eles fizeram, alternando muito as músicas rápidas e lentas", reclamava o jornalista Marcos Bragatto. "Tinha que ser uma série de pauleiras, depois as lentas e aí voltar".

    The one I love, primeiro hit do grupo no Brasil, foi outro ponto alto, e assim como aconteceu na véspera, no Maroon 5, uma bandeira brasileira surgiu da platéia e Stipe a deixou estendida no palco durante o resto da apresentação. O público correspondeu tanto que o vocalista literalmente 'foi pra galera', descendo do palco para cantar próximo às pessoas.

    Mike Mills também desceu no gargarejo, logo após Man on the moon, a última canção do repertório, para bater na mão de todos os fãs da primeira fila. Dois dos maiores sucessos do REM, Losing my religion ficou para o bis, enquanto Shinny happy people já era esperada não figurar no repertório.

    As principais diferenças entre este show e o antológico do Rock In Rio, foi que lá eles estavam participando de um mega festival, dividindo o público de diversos outros artistas. Também pesou o fato de não estarem lançando nenhum material novo, e o show ter sido focado principalmente nos clássicos. Desta vez, em uma arena não tão cheia e apresentando músicas inéditas, não dá para se exigir o mesmo impacto. Mas o REM imprimiu sua marca mais uma vez no Rio.
     

    JB Online
     
     » Conheça o Terra em outros países Resolução mínima de 800x600 © Copyright 2010,Terra Networks Brasil S/A   Proibida sua reprodução total ou parcial
      Anuncie  | Assine | Central do Assinate | Clube Terra | Fale com o Terra | Aviso Legal | Política de Privacidade