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 Mallu: "quem quer fazer algo legal não precisa ser maior de idade" |
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Aos 15 anos ela pediu de presente algumas horas em um estúdio para gravar as músicas que compunha ao violão. Agora, aos 16, Mallu Magalhães concorre a três prêmios no VMB, vai lançar o primeiro CD, gravar um DVD ao vivo e é uma das atrações do Planeta Terra Festival, em novembro. "Agora me tratam como profissional", afirmou a cantora em entrevista ao Terra.
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Mallu conta que o show do Planeta Terra será um dos mais importantes de sua carreira, por isso, tem se preparado exaustivamente para a apresentação. "Estamos ensaiando muito para mostrar da melhor forma possível a nossa arte."
Ela diz ainda que ficou surpresa com o convite. "Tocar em um evento assim mostra que as pessoas estão levando meu trabalho a sério. O que faz que eu leve também, para fazer um ótimo show."
Mesmo sem dar detalhes sobre o álbum de estréia - que deve chegar às lojas em novembro e antes disso, em formato virtual, em outubro - Mallu conta que o disco será a base do repertório do show. "Terá as músicas novas, algumas que eu estou compondo em português, e aquela coisa do improviso, que sempre tem. Vai ser muito legal", empolga-se a cantora.
Caçula
O fato de ser a caçula do festival não a incomoda. "Sempre admirei as pessoas que não precisam de um documento para provar que são competentes e que realizam coisas bem feitas. Quem quer fazer algo legal, seja na música, seja em qualquer outra coisa, não precisa ser maior de idade", afirma.
Fruto de uma geração que cresceu com a distribuição de músicas pela Internet - suas primeiras gravações foram disponibilizadas no site MySpace - Mallu afirma que o disco era um sonho. "Sempre quis fazer algo para que as pessoas que gostam do meu trabalho tivessem um produto palpável. Eu adoro disco, compro muito, gosto demais disso e não acho que seja algo dispensável só porque existe a Internet."
Marcelo Camelo
No último fim de semana, Mallu se apresentou no festival Coquetel Molotov, em Recife, ao lado do cantor Marcelo Camelo, líder da banda Los Hermanos, que lança disco solo após a pausa do grupo. "Comecei a chorar quando ele subiu no palco e todo mundo gritou com vontade. Que lindo foi aquilo", lembra a garota.
Ela e Camelo se conheceram após um show e começaram a trocar e-mails. "Ele abriu minha cabeça para muita coisa, clareou várias coisas que eu pensava sobre a carreira, sobre música. Hoje em dia ele faz parte da minha vida de uma forma que eu não sei nem explicar", diz Mallu, que gravou com ele a música Janta, presente no disco Sou.
Ao subir ao palco para tocar com Camelo, Mallu caiu no choro e arrancou aplausos entusiasmados da platéia. "Eu estava tão feliz de estar ali, de fazer parte daquilo. Momentos como aquele fazem valer a pena tudo de chato que tem por trás disso", afirma.
Evolução
Com cerca de um ano fazendo shows, Mallu concorda que passou por uma evolução, segundo ela, fruto de muito "autoconhecimento e ensaio". "Quando você passa a ver quem você é de verdade, perde os medos. Estou compondo muito mais em português agora", diz ela, que se sentia mais à vontade apenas cantando em inglês.
Ela conta que o sucesso serviu para "perceber quem realmente é amigo", e que tenta não se deslumbrar. "Tenho uma família maravilhosa. Quero continuar balanceando entre o trabalho, os estudos, e as pessoas de quem eu gosto. É claro que às vezes saio do sério, fico triste com algumas coisas, mas acho que estou no caminho certo. Pelo menos por enquanto, estou conseguindo."
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