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Música
Domingo, 14 de setembro de 2008, 13h20  Atualizada às 14h09
Líder islâmico diz que McCartney pode ser atacado em Israel
 
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O líder islâmico Omar Bakri, que vive no Líbano desde que foi expulso do Reino Unido, advertiu ao ex-Beatle Paul McCartney que ele estará exposto a um ataque em seu show pelas comemorações dos 60 anos da criação de Israel.

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Em declarações publicadas pelo tablóide britânico Sunday Express, Bakri, de origem síria, afirma que McCartney virou um "inimigo dos muçulmanos" quando aceitou se apresentar em um Estado que os oprime.

Por isso, o religioso avisou que McCartney "não estará a salvo" em Israel, já que os encarregados das operações de "sacrifício" (ações suicidas) estarão esperando por músico.

Aparentemente, Bakri já havia tecido comentários semelhantes em seu site.

"Em vez de apoiar os palestinos em seu sofrimento, McCartney celebra as atrocidades dos ocupantes. Supõe-se que quem está ocupado é que merece a ajuda", escreveu o líder islâmico na Internet.

Segundo o tablóide, McCartney reconheceu ontem à imprensa israelense que recebeu pedidos de vários grupos para não participar das comemorações do aniversário do Estado judeu. Porém, contou que aceitou o convite porque faz o que "acha melhor" e tem "muitos amigos que apóiam Israel".

Sir Paul, 65 anos, deveria ter ido a Israel com os Beatles em 1965, mas, na época, o Governo israelense proibiu a visita por considerar que o quarteto corromperia os jovens.

No sábado, vários sites condenaram a decisão de McCartney de tocar em Israel, pelo que, segundo a imprensa, o artista receberá 2,3 milhões de libras.

Um porta-voz do músico consultado pelo tablóide não quis comentar a suposta ameaça à vida do ex-Beatle e se limitou a dizer que "o show Friendship First de Paul é sobre a música dele" e que o cantoar "leva uma mensagem de paz".
 

EFE

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