| Reinaldo Marques/Terra |
 O cabeleireiro Rogério Azevedo mostra faixa de protesto nos arredores do Credicard Hall |
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Muitos fãs de Madonna estão nas filas dos três pontos de vendas, em São Paulo, para comprar ingressos para os dois shows que a rainha do pop fará na cidade em dezembro. Um deles, o cabeleireiro cearense Rógério Azevedo, 30 anos, levou uma placa criticando a organização ao Credicard Hall, onde será aberta a bilheteria oficial. "Tenho dinheiro. Exijo meu ingresso vip já!"
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Fã da popstar há 19 anos, Rogério deixou sua cidade natal, Milagres, para aguardar na fila. Ele ficou indignado com a primeira ordem da empresa responsável pela vinda da cantora, a Time 4 Fun, que só aceitaria cartões de crédito emitidos pelo Bradesco no primeiro momento das vendas on-line.
"Comprei a primeira passagem que consegui, peguei poucas roupas e vim correndo. Lá no Ceará a gente não usa muito o Bradesco. Cheguei aqui, não tinha barraca, não tinha comida. O povo me recebeu superbem, eu consegui dormir nas barraquinhas junto com outros", conta.
A paixão pela cantora é tanta que Rogério tatuou seu nome em seu bíceps. "Fiz a tatuagem em agosto para comemorar os 50 anos dela", diz orgulhoso. "Pretendo assistir ao show do dia 20 de dezembro, mas lá pelo dia 5 já estarei aguardando no estádio."
Outra fã de carteirinha, Tatiana Schulenburg, 26, chegou aos arredores do Credicard Hall nesta terça-feira à tarde. Ela viajará para fora do País em dezembro, mas está na fila para comprar ingressos para as amigas. "Eu estou apenas por amor à tigrona. Estou aqui há poucas horas, mas ficaria mais tempo."
Como os banheiros são longe e o supermercado mais próximo fica a quilômetros de distância, Tatiana conta com a ajuda de terceiros. "Quando o meu amigo aqui do lado terminar de beber essa Coca, essa lata será meu banheiro. Meu bofe está trazendo comida", diverte-se.
Não menos empolgada, há a trupe que inventou desculpas para faltar ao trabalho e garantir sua entrada. Não era raro encontrar pessoas que não queriam ser fotografadas para que não fossem descobertas por seus respectivos chefes.
A médica Ana Carolina, 26, que trabalha em hospital público, não teve papas na língua em relação ao assunto. "Meu chefe que se dane. Ele vai é ficar morrendo de inveja que eu vou ao show da Madonna", brincou.
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