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O constante movimento longe dos palcos principais do 6º Música Alimento da Alma - Mada, mostrou que as demais atrações do evento passaram longe de ser meros acessórios. No primeiro dia do festival na arena do Imirá, quinta-feira, o público se dividiu e circulou com entusiasmo pelos estandes da Feira Mix Bazar, e encheu o tablado do sempre frenético Circo Eletrônico. Diversão foi a palavra-chave em todas ocasiões.
A Feira Mix proporcionou a diversidade de produtos que seu nome sugere: de roupas e acessórios até música alternativa. As bandas e selos independentes mostraram em seus estandes o que as grandes gravadores (ainda) não conhecem. A potiguar Folcore expunha seu recém-lançado primeiro CD, além de demos, singles, clipes e camisetas. A banda está de malas prontas para o Rio de Janeiro, em julho. "A vitrine oferecida aqui é válida, apesar do pouco interesse do público pelos grupos locais", diz Gabriela Freire, produtora.
Boas vendas
"A gente se preparou o ano todo para o Mada. É uma grande oportunidade", afirma Anderson Foca, no estande do selo DoSol, que possui dois anos e já contabiliza 11 lançamentos de bandas locais. Para o festival, o selo trouxe os recentes CDs das bandas Peixe Coco, Allface e Uskaravelho. O Mudernage Diskos se destacou pelo álbum triplo da banda Automatics, e pelo EP do Bugs, um dos destaques do palco.
O carioca Midsummer Madness é o local para se achar CDs da música alternativa de várias partes do Brasil, como Objeto Amarelo, Fellini, Lado 2 Estéreo, Júpiter Apple, entre outros.
Após a música, a imagem. O estande da TIM, que ofereceu camisetas gratuitas para o público pintar sua mensagem à vontade, causou filas. As camisetas (pretas) de bandas eram as vestimentas mais vistas. Os estandes com pulseiras, brincos e colares mantinham o interesse das meninas. As opções por um visual mais radical também chamavam a atenção, como os piercings e tatuagens da Nix, veterana no Mada. "As pessoas sentem-se seguras com um atendimento profissional, e material lacrado e esterelizado", afirma a tatuadora Laura Helena. A novidade deste ano é a tinta fluorescente para tatuagem, ideal para a luz negra.
A pista bombou
A tenda circense para beats digitais foi uma das boas surpresas do primeiro dia do Mada. Lotada desde as 22h, só perdeu o fôlego durante o show do popular Rappa. No mais, os DJs da casa mostraram serviço em cima de levadas trance e house (na maioria) para um público receptivo e bastante animado. "A pista 'bombou' o tempo inteiro, nem imaginava que isso aconteceria logo no primeiro dia", afirmou o DJ Eddy, que incluiu produções suas no set. Houve animação suficiente para amanhecer o dia.
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