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 Caetano Veloso participa de chat no Terra |
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Um dos casos mais comentados na última semana, o do jornalista Larry Rohter, do New York Times, que, depois de dizer em reportagem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria dependência alcóolica teve o visto cancelado pelo governo federal, também foi discutido no chat que o cantor e compositor Caetano Veloso fez com os internautas do Portal Terra.
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Veja as fotos de Caetano e os atores do filme
Visite o blog do filme Meu Tio Matou 1 Kra
"Ainda bem que o Lula voltou atrás. Expulsar jornalista porque este escreveu matéria que não agrada às autoridades é dar mostras de imaturidade política", declarou.
Caetano, que se posicionou contra qualquer tipo de torura, incluindo os abusos contra prisioneiros de guerra iraquianos na prisão de Abu Ghraib, afirmou que não apóia a política do grupo Bush, mas que não é partidário do antiamericanismo. "Ao fazer o disco (Foreign Sounds), não pensava nisso (no antiamericanismo. A canção popular americana é a melhor do mundo e eu não me identifico com o antiamericanismo ressentido que está em voga. O que não quer dizer que eu apóie a política do grupo Bush."
O músico baiano mostrou confiança no governo Lula. "Votei no Lula, mas não tinha as ilusões que os outros eleitores demonstravam ter. De modo que torço para que ele e sua equipe continuem conseguindo superar as crises e cheguem ao final do mandato mantendo a democracia brasileira em estado razoável. Sinceramente, não peço muito mais do que isso."
Sobre o amigo e ministro da Cultura, Gilberto Gil, disse que ele dá "visibilidade nacional e internacional ao Ministério". "E moderniza os temas de debate".
O conto que dá origem ao filme Meu Tio Matou 1 Kra, de Jorge Furtado, é protagonizado por um negro numa escola de maioria branca. Assim a política de cotas para negros em universidades públicas também entrou em discussão. "Essa questão das raças no Brasil aparece de um modo maravilhoso no conto e no filme de Jorge Furtado. Quanto às cotas, no Brasil é muito mais difícil de pôr em prática do que nos Estados Unidos. Mas não tenho dúvida de que algo tem que ser feito para incluir jovens de baixa renda na rede escolar. E os negros são maioria entre a população de baixa renda."
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