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Música
Segunda, 4 de agosto de 2008, 14h35 
CD ainda é lucrativo, dizem as fábricas
 
Ricardo Schott
 
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    Após um período de cinco anos se queixando sistematicamente da pirataria, a indústria de CDs se aquietou. É o que dizem duas das maiores duplicadoras de CDs e DVDs do Brasil, a Microservice e a Videolar. Ambas as empresas afirmam categoricamente que a produção de CDs, que caíra bastante no auge da pirataria de rua, no começo desta década, chegou num patamar estável de 2007 para cá.

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    E que o tal "fim do CD" preconizado pela maioria das gravadoras de grande porte ¿ que andam se preparando para um eventual esvaziamento do formato investindo em internet e ringtones ¿ ainda não é motivo para preocupação.

    "A empresa continua investindo e acreditando na força da mídia física, por ela ser muito barata e prática, e ainda ter se reposicionado no mercado", diz o gerente de desenvolvimento tecnológico da Microservice, Alfredo Gallinutti, que evita falar em números e estatísticas.

    "O uso do CD em aplicações para computador, por exemplo, continuará por bastante tempo", prossegue.

    Presidente da Videolar, Phillippe Wojdyslawski mantém o otimismo na produção de CDs, mas lembra que há investimentos noutras tecnologias.

    "Enquanto o CD não acabar, estaremos fabricando para quem quiser comprar. Só em 2007, fabricamos 104 milhões de unidades de CDs. Não houve queda", diz.

    "Mas, de qualquer maneira, temos outros negócios, como e-commerce e uma área de petroquímica, pela qual fabricamos resina plástica de polietileno", capitula Wojdyslawski.

    A Videolar, por acaso, também fabrica CDRs e DVDRs usados por quase todo mundo para o armazenamento de garavações em MP3. Wojdyslawski não enxerga nisso um contrasenso.

    "Seria pirataria se vendêssemos nosso produto na informalidade. O pirata, quando compra o CDR e o DVDR, o faz no contrabando. E suprem a pirataria", afirma o empresário. "Nós suprimos mercados como o de informática e o de fotografia".

    Gallinutti explica que, atualmente, a grande preocupação das empresas duplicadoras é com a pirataria de DVD, que está praticamente no mesmo nível em que os CDs de camelô se encontravam há alguns anos.

    "O grande apelo dessa pirataria de DVD é a possibilidade do ineditismo, de você poder assistir a um filme que ainda não está nas salas de exibição", explica Alfredo Gallinutti.

    "O CD pirata tinha um som ruim, mas não era desastroso. O DVD geralmente é gravado com uma câmera de vídeo numa cabine. É preocupante, até porque o DVD ainda é uma mídia que está em crescimento", diz Gallinutti.
     

    JB Online
     
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