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Cantora e compositora de 15 anos, projetada este ano na Internet ao disponibilizar suas músicas de tom folk no site Myspace.com, Mallu Magalhães termina nesta sexta-feira, no estúdio carioca AR, a gravação de seu primeiro CD. O disco foi bancado pela jovem artista com a renda obtida ao licenciar sua música J 1 para uma operadora de telefonia.
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Mallu é adolescente, mas grava seu CD com firmeza adulta, do seu jeito, sob a batuta do produtor Mario Caldato, que já pilotou discos de Marisa Monte e Marcelo D2.
Admiradora fervorosa de Bob Dylan e Johnny Cash, Mallu Magalhães quis que seu disco tivesse som típico dos anos 60. Para tal, fez com que equipamentos de gravação analógica - já em desuso na indústria fonográfica - fossem instalados no estúdio AR. Tudo para que músicas como Vanguart - uma das poucas compostas em português - fossem captadas na ambiência ideal.
Sem renegar o pop, o CD de Mallu vai oscilar entre o rock e o folk feito em inglês. You Know I¿ve Got teve um banjo inserido no arranjo de atmosfera caracterizada como punk pela artista. Noil exibe andamento mais lento, enquanto Town of Rock 'n' Roll tem a batida do gênero já citado no título.
Para quem admira a obra autoral da artista por conta de músicas como Tchubaruba (seu maior hit virtual) e Mr. Blue Eyes, a surpresa do disco poderá ser O Preço da Flor, a faixa em que Mallu explicita o que chama de "influências marcelísticas".
Ela se refere a Marcelo Camelo, seu fã e já amigo. Tanto que Camelo convidou Mallu para colocar voz em Janta, uma das músicas inéditas do primeiro CD solo do "hermano", agendado para setembro.
Mario Caldato - o "Marioca", como está escrito na cadeira ocupada pelo produtor no estúdio - parece estar se saindo bem na tarefa de extrair sons que poderiam fazer parte de um álbum lançado anos 60.
"Ele tira exatamente os timbres que eu quero", elogia Mallu, logo depois de ter ressaltado que grava seu CD com equipamentos similares aos usados na confeção dos álbuns dos Beatles.
Depois de ter recusado propostas de grandes gravadoras ("as ofertas eram surreais"), Mallu não descarta a possibilidade de firmar parceria com uma companhia multinacional para distribuir seu disco e poder chegar a um público que permanece alheio aos efêmeros fenômenos musicais da Internet.
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