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 O grupo Cansei de Ser Sexy lança novo álbum para download nesta terça-feira |
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A julgar por Donkey, o álbum que o grupo Cansei de Ser Sexy lança na terça-feira em escala mundial, o quinteto cansou do amadorismo exótico exibido no primeiro disco que, graças à internet, atravessou fronteiras nacionais e tornou o CSS a banda brasileira de maior visibilidade no exterior.
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Mais som, menos pobre
Donkey (Burro, em inglês) soa mais roqueiro e menos eletrônico. Sobretudo, soa mais profissional. Já não se percebe o acabamento tosco de CSS, seu CD de 2005. Há mais som e menos pose. Difícil prever se os fãs da banda vão se deixar seduzir pelo som mais orgânico de Donkey, perceptível já no baixo bem marcado de Jager Yoga, a faixa que abre o disco. S
eja como for, não vai ser preciso pagar para ter uma opinião. Coerente com sua trajetória virtual, o CSS ¿ é assim que a banda assina no exterior ¿ permitiu que Donkey seja baixado de graça na internet, no Brasil.
A partir da próxima sexta-feira, 25 de julho, o CD estará disponível no portal TramaVirtual para download gratuito e legal. Foi neste portal que a banda paulista, formada em 2003, começou sua escalada internacional sem imaginar que seria tão cultuada no exterior. E ela pode crescer se os admiradores do som exótico do início da banda assimilarem bem o destaque dado às guitarras em faixas como Rat Is Dead (Rage) e I Fly.
Donkey, justiça seja feita, é um bom disco. A evolução no canto da vocalista Lovefoxx salta aos ouvidos. E, além do mais, em seu flerte com o indie rock, a CSS não perdeu o apelo pop. O som sintetizado de músicas como Left Behind e Beautiful Song são dignos das melhores bandas de pop dance. E o que dizer de Air Painter, uma das gemas do disco? Houve apuro também nas letras, agora mais 'sérias'.
De todo modo, ainda dá para reconhecer o velho CSS no novo CSS. Donkey tem lançamento mundial agendado pelo selo Sub Pop, que deu abrigo à primeira geração do rock grunge (leia-se Nirvana) e já editou no exterior uma versão reciclada do primeiro álbum da banda.
O novo disco, urdido sem as sujeiras de seu antecessor, é o primeiro gravado desde que a baixista Iracema Trevisan deixou o grupo. Já o cérebro do CCS, Adriano Cintra, permanece intocável. E o fato é que, com Donkey, a banda pode até perder a aura moderninha, mas tem tudo para ganhar respeito na cena pop. Amadorismo cansa.
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