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Música
Sexta, 18 de julho de 2008, 14h52 
Vocalista do NX Zero diz que ainda tieta veteranos do rock
 
Ricardo Calazans
 
Ney Rubens/Especial para Terra
Para Di Ferrero, o NX Zero ainda tem comer muito arroz com feijão
Para Di Ferrero, o NX Zero "ainda tem comer muito arroz com feijão"
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Di Ferrero, o vocalista do NX Zero, a banda de rock mais premiada do momento, dava entrevista por telefone a O DIA, ontem à tarde, quando recebeu a notícia de que o grupo ficou entre os melhores de 2007, segundo o Domingão do Faustão. "Meu, que louco!", exclamou o rapaz de 22 anos, que ainda se belisca quase diariamente ao lembrar que chegou como um foguete ao topo da elite do pop nacional.

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Mas, mesmo com os dois troféus conquistados recentemente no Prêmio Multishow e o lançamento cercado de expectativa do segundo disco, Agora, Di não se atreve a dizer que o NX Zero já veio, viu e venceu.

"Já disseram que somos a maior banda do País atualmente. Calma aí! A gente está grande, mas ainda tem muito feijão com arroz para comer", diz.

Nos bastidores de TVs e festivais pelo Brasil, a banda - Di, os guitarristas Gee e Fi, Caco (baixo) e Dani (bateria) - tem colado em gente que já estava na estrada há anos quando eles nasceram.

"A gente tieta os caras¿, conta o vocalista. "Paralamas, Capital Inicial e Titãs são ídolos, trocamos idéias sempre que dá. Uma vez, tocamos Vital e Sua Moto, dos Paralamas, no Faustão. Um tempo depois encontramos o João Barone e ele disse que tinha gostado. E eu pensando: 'cara, ele fala com a gente!'".

Em Agora, composto "no calor do momento" na estrada, Di e o parceiro Gee, autores de quase todas as 15 músicas do disco, falam sobre as delícias e as pedradas de estar na vitrine.

Em Tudo Bem, ele pede: "Não vem me julgar/ Não vem me rotular". Recado para quem ainda insiste em grudar neles o rótulo "emo"? "Hoje isso diminuiu, mas me incomodava porque falavam de roupas, de coisas banais, de tudo, menos de música. A gente não quer ser visto como isso ou aquilo. Queremos ser ouvidos", afirma.

Ontem, eles foram ouvidos por todo o Brasil. A maratona de divulgação do disco seguirá intensa pelas próximas semanas, mas Di não reclama. Ou quase. "E eu que achei que teria uma banda para nunca mais acordar cedo..."
 

O Dia

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