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Depois de se apresentarem pelos Estados Unidos e pela Europa - eles cantaram até no Rock in Rio Lisboa - , os irmãos Supla e João Suplicy estréiam quinta-feira, no Mistura Fina do Rio de Janeiro, o projeto Brothers of Brazil.
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Supla falou sobre música, assédio dos fãs, namorada e política. "Eu gosto da frase 'relaxa e goza'. As pessoas interpretaram mal", disse ele, defendendo a mãe, Marta Suplicy, candidata à Prefeitura de São Paulo.
Confira a entrevista com Supla:
Normalmente, quando se juntam, os irmãos formam uma dupla sertaneja. Não é o seu caso...
Não tenho nada contra dupla sertaneja, nem contra qualquer música, mas meu estilo é rockabilly. No mundo está cheio de dupla eletrônica.
Você escuta música brega, sertaneja, forró?
Não. Eu gosto de Louis Armstrong, de Billie Holiday, de jazz. Gosto de Caetano, Chico Buarque, Vinicius, Zé Ramalho, mas eu não tenho CD de nenhum desses. Eu tenho LPs antigos e ouço no toca-discos que ainda tenho.
(Enquanto ele dá a entrevista no celular, percebo que ele escuta seus recados na secretária eletrônica de casa) Você está ouvindo seus recados?
Eu tenho uma fã louca, paranóica, é insuportável. São 20 mil ligações, ela não pára. É perigoso, é fanatismo. Eu já liguei para a polícia e fiz o BO (boletim de ocorrência). Não sei como ela descobriu meu telefone. Ela deixa gravado: "Estou aqui, venha me encontrar". Começou há três meses. E ela é uma pessoa de um nível, aparentemente, bom. Fala inglês...
Você é muito assediado? Por mulheres e gays?
Sou bem assediado, fui gravar o programa hoje (Brothers, que será exibido pela Rede TV! a partir do próximo mês) e foi uma loucura na rua. Recebo cantadas dos gays também. Gay canta todo mundo. A minha personalidade causa bastante impacto em qualquer lugar do mundo. O cabelo branco chama atenção. As pessoas (lá fora) olham para mim e não imaginam que eu sou brasileiro.
Você sempre aparece sozinho. Tem namorada?
Tenho há seis meses. Ela chega de Londres. Não importa quem é. É minha garota. Não apresento. Já saí com mulher muito famosa na surdina.
Você anda vestido assim normalmente?
Ando. A não ser que eu vá à praia. Aí eu vou pôr um calção e um chinelo. Sou assim desde criança. Na adolescência eu criei o meu estilo. Gostava dos Stones, do Cat Stevens, do David Bowie. No estilo, gostei do punk, de Sex Pistols.
E no visual do João, você se meteu?
Falei para ele: "O jeito que você se veste tem que mudar". Ele está usando um visual anos 50 e um topete meio Elvis. Mas eu o fantasiei de punk aos 11 anos.
Por que seu programa no SBT não deu certo?
Você é um cara inteligente. O que acha?
Que você estava sendo mal aproveitado pela emissora?
Eu também acho. Fui ao SBT apresentar um projeto para a filha do Silvio (Daniela Beyruti, a diretora artística da emissora na época). Eles me fizeram uma boa proposta financeira. Mas o programa em si era terrible.
Você se arrepende de ter participado do programa Casa dos Artistas?
Não. Não tinha um pu... ($$) na época e vendi muito CD na banca. Você fica 50 dias lá (na casa) e é bom que você arruma uma namoradinha (Bárbara Paz).
A sua mãe, Marta Suplicy, é candidata à Prefeitura de São Paulo. Está preparado para os eventuais ataques?
É normal isso, mas como filho não gosto. Como ela mesma diz, ela aprendeu a criar uma pele de crocodilo. Eu gosto da frase "relaxa e goza". As pessoas interpretaram mal uma frase. Foi uma maldade da imprensa que a colocou no contexto do acidente da TAM. A mulher é séria pra cara... O Serra ficou um ano como prefeito de São Paulo e foi ser governador. Não deu nem pra ver o trabalho dele na prefeitura. Ele está fazendo isso tudo (criticando Marta) porque quer ser presidente do País.
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