| Reinaldo Marques/Terra |
 Os piercings e os cabelos coloridos chamaram a atenção no festival |
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Aproximadamente 45 mil pessoas circularam pelo Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, entre a tarde de sábado e a manhá deste domingo, para conferir a festa que reuniu 60 atrações em 17 horas de música eletrônica.
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Os dois principais nomes do festival se apresentaram no palco Outdoor Stage, ao ar livre. De Nova York veio o Fischerspooner, dupla formada por Warren Fischer (músico de formação clássica) e Casey Spooner (performer teatral e vídeo-artista), que fez um show muito mais visual que musical. Já o Basement Jaxx, grupo comandando pelos produtores ingleses Simon Ratcliffe e Felix Buxton, conquistaram o público com sua mistura de ritmos.
Também merece destaque a apresentação do DJ e produtor Beny Benassi. O italiano levantou o público com seu hit Satisfaction, remixado com a música homônima do Rolling Stones. No set do DJ também pintou a nova música de Britney Spears, Toxic.
Nas tendas, o calor e a empolgação marcaram presença. O DJ canadense John Acquaviva, o brasileiro Mau Mau e o norte-americano Derrick Carter foram os destaques da tenda The End, especializada em house music. Na tenda Movement, especializada no som drum'n'bass, os brasileiros Marky e Patife deram um show, ao lado do DJ inglês Roni Size.
Na tenda Bugget Out, o brasileiro Renato Cohen saiu aplaudido após seu set de tecno. Já Anderson Noise teve problemas no som, precisando parar a apresentação em certo momento.
Enquanto isso, o palco Club trazia o melhor da house progressivo e do trance, mas seu destaque foi uma ausência, a do DJ galês Sasha, um dos maiores do mundo, que cancelou sua vinda ao país na véspera do festival, alegando problemas pessoais.
Filas, cerveja quente e máscaras
Os portões foram abertos para a entrada do público às 15h do sábado. Às 10h do domingo, muita gente ainda circulava pelo Sambódromo. A segurança do festival colocou dois mil homens nas áreas internas, enquanto a Polícia Militar destacou mais de mil políciais para o patrulhamento externo. Com todo este aparato, nenhum incidente grave foi anotado.
O que mais incomodou o público foram as filas e a cerveja quente. A triagem na entrada - dividida em três etapas - atrasava o andamento das filas. Primeiro uma pessoa verificava o ingresso, depois outra olhava a documentação e, por último, um policial fazia a vistoria. Esse método tornou a entrada do festival lenta, com filas de 30 minutos até 1h30. Os estudantes, prejudicados desde a compra dos ingressos, cuja venda de meia-entrada foi concentrada em apenas um ponto (distante) da cidade, tiveram que entrar por um portão mais afastado, em uma caminhada que, antes de chegar até a fila, durava aproximadamente 20 minutos.
Já a falta de cerveja aconteceu por volta das 3h da madrugada, incomodando os festeiros. Quando chegou, a bebida estava quente e também faltavam copos de plástico para servir o público. As filas nos guichês aumentaram, para desgosto dos consumidores.
Porém, mesmo com os problemas, o que valeu foi a descontração. Com muito colorido, muitos adereços e muita batida eletrônica, o festival reuniu um público diversificado e empolgante, que desfilou pela avenida. Dessa forma, cabelos verdes, vermelhos e azuis (entre outros cores) se destacaram junto aos piercings, chupetas coloridas, meninos de saia, pessoas com mascáras cirúrgicas e óculos coloridos. O visual feminino privilegiou o conjunto tênis, jeans e blusas decotadas.
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