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Além de grande quantidade de músicas conhecidas no mundo inteiro, impressiona também a grande quantidade de livros, CDs, DVDs e artefatos em geral que até hoje são lançados sobre os Beatles, e sempre com boas vendagens. E ainda há muito o que se ouvir e ler a respeito dos cabeludos de Liverpool. Mais um livro acaba de ser lançado, desta vez com um atrativo especial para os fãs brasileiros. Beatlemania, do pesquisador Ricardo Pugialli, acompanha a história da banda desde suas primeiras apresentações até o fim oficial.
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"Existem poucos livros sobre os Beatles feitos no Brasil. O primeiro deles foi Os Anos da Beatlemania, feito por mim e o Marcelo Fróes em 1992", relembra Pugialli, que em 1993 atuou como consultor na vinda do maestro e produtor dos Beatles, George Martin, no Projeto Aquarius.
"Não estou trazendo nenhum segredo fenomenal nunca revelado, mas desminto muita coisa e apresento os fatos da maneira que chegaram aqui para a gente no Brasil. O lançamento traz um ponto de vista brasileiro de quem ficou amigo do George Martin e de pessoas relacionadas com os Beatles e a gravadora Apple, como Derek taylor e Neil Aspinal. Em 1993 e 1994 eu freqüentava a Apple Corps e via e ouvia muita coisa, muito material que chegava. Apesar disso, nunca estava com uma máquina fotografica, isto é, não oferecia riscos para o 'santuário'. Eles continuam com muito medo de tantas pessoas que roubaram o material deles", diz o autor.
Pugialli acredita que a ditadura foi um dos principais fatores que fizeram os Beatles não terem se apresentado no Brasil nos anos 60.
"Além do cachê muito alto, provavelmente não vieram por causa do regime militar. Eles estavam cansados do jogo que os governantes faziam usando-os como marionetes", acredita.
Em formato de almanaque, Beatlemania apresenta textos curtos pontuando os fatos marcantes da trajetória do grupo e fotos de posteres, ingressos e muita memorabilia em geral, de sua coleção particular e de amigos.
Ricardo Pugialli quer pegar não só os fãs e colecionadores antigos, mas também as novas gerações de beatlemaníacos, mais afeitos aos novos tipos de trasmissão de informações rápidas pela internet. Assim como em Os Anos da Beatlemania, o prefácio do novo livro também foi feito por George Martin.
"Ele é um doce de pessoa. Existem pessoas que não são um milésimo do que ele é e são cheio de 'marra'", conta Pugialli, lembrando que a passagem de Martin pelo Brasil foi um momento muito feliz. O produtor chegou a chorar no aeroporto quando foi embora.
Sobre a eterna rixa entre os Beatles e os Rolling Stones, Pugialli polemiza:"fui aluno do Nélio (Nélio Rodrigues, autor do livro Sexo, Drogas e Rolling Stones), e sempre brinquei com ele na faculdade dizendo que eu era um garoto que amava os Beatles e odiava os Stones. O que eu acho é que os Beatles a cada disco é uma banda nova, e os Stones são sempre os Stones".
Em seu site (www.tucunare.bio.br), Pugialli disponibiliza conteúdo adicional de seus livros (incluindo o Almanaque da Jovem GUarda). Sobre os Beatles, estão lá todos os instrumentos que eles usaram, capas dos discos e artigos de época.
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