| Marcio Simch/Divulgação |
 Cesar Camargo Mariano e Pedro |
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O pianista e arranjador César Camargo Mariano completou dez anos de Estados Unidos no começo de abril. O músico mudou-se para ampliar sua carreira e desenvolver projetos no exterior. "São muitos projetos e bem variados, como arranjador, como compositor de música de cinema, como produtor, como solista, como convidado", enumera César.
César Camargo Mariano fala da vida nos Estados Unidos
Apesar de morar fora do país, César insiste que mudou de bairro. "A minha rotina desde que fui para lá é vir ao Brasil pelo menos uma vez por ano, para ficar aqui de dois a três meses. Ou seja, eu não deixei de estar no Brasil, parece que eu mudei de bairro", compara o músico, lembrando que sente saudade dos botequins brasileiros. "Eu tenho saudade de encostar a barriga no botequim e tomar uma pinguinha com ovo colorido, não tem isso lá. Eu tenho saudades dessas coisas, além, das pessoas".
Uma das coisas que mais atrai o pianista é o circuito de shows. "Lá tem muito mais shows que aqui. Nos Estados Unidos existem muitos festivais, é o ano inteiro. Tem muitos clubes de música, isso tudo é muito fértil lá", avalia, lembrando que a vantagem disso é poder praticar muito, tanto como solista quanto dividindo o palco com "pessoas muito melhores que você".
Além de todas essas atividades, César Camargo Mariano dirige um festival anual de música brasileira no Carnegie Hall, em Nova York. "Eu faço uma mistura de brasileiros com americanos. Todo mundo gosta da música brasileira lá, ela é muito forte", conta.
O que orgulho o músico é poder trabalhar com a música brasileira, mesmo atuando no mercado estrangeiro. "Eu não faço outra coisa a não ser música brasileira", diz.
Um dos projetos mais recentes do pianista foi um filme de um diretor japonês. "É um filme épico japonês, uma história verdadeira de 300 anos atrás. Assim que o diretor me entregou o roteiro, eu li e pensei: 'o que vou fazer com isso? Eu não entendo nada da cultura japonesa, principalmente a antiga'. Nisso o diretor disse para que eu não preocupasse, pois ele queria a minha música, a minha cultura brasileira misturada com essa cultura do filme", conta César, explicando que não fez sambinha nem batucada. "Eu fiz a música brasileira clássica", diz.
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