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O ex-mestre e presidente da bateria da Mangueira afirmou que a perda de Jamelão para o Carnaval é irreparável e contou que vai dedicar o show que fará na terça-feira, no Barril 8000 da Barra, à memória do intérprete. "Vou cantar só músicas do repertório dele e lembrar histórias que tinha com ele", disse.
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Segundo Ivo, Jamelão tem uma importância única para a Mangueira e também em sua trajetória musical. "Quando saí da bateria em 85 quis disputar o samba para 1986, mas o cortaram na semifinal. Entrei na Justiça e consegui levar o samba para a final e acabei sendo campeão com o samba em homenagem ao Caymmi. Fui então à casa do Jamelão e falei que ele tinha que gravar. Foi aí que ele não parou mais e a Mangueira viu que ele tinha que gravar o samba-enredo da escola todos os anos. Até então era o compositor campeão que gravava. Depois disso comemoramos o título do carnaval juntos", lembrou.
Ivo Meirelles lembrou ainda uma viagem feita à Itália em 1993 que teve a presença ilustre de Jamelão. "Foi um momento único. Ele ficava jogando sueca com os jovens na maior alegria. Quando saíamos de ônibus ele ia cantando Lupício Rodrigues à capela só para nós", completou. Com a morte do baluarte, Ivo acredita que um ciclo tenha terminado. "Nossa geração não verá nunca mais um intérprete como Jamelão".
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