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Cosita Buena é o título com o qual o trio cubano de rap Orishas batizou seu novo álbum, um trabalho "arriscado e com personalidade", e que foi gravado após muito sacrifício, segundo seus componentes.
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"Este é o primeiro disco que é 100% nosso", afirmaram Ruzzo Medina, Yotuel Romero e Roldan Gonzalez, em referência ao fato de terem gravado Cosita Buena sem a presença de um produtor.
Após 10 anos de carreira, a banda decidiu assumir riscos no novo trabalho, assumindo a produção e dando um ar mais europeu a sua bem-sucedida fusão de sons tradicionais cubanos e hip-hop.
"Usamos a mesma receita, mas adicionamos condimentos que já não são só caribenhos, mas mundiais; não podemos estagnar só no Caribe", disse Ruzzo.
El Kilo, seu terceiro disco, "trouxe o equilíbrio", enquanto Cosita Buena representa "o desafio", segundo Roldán, que se aventura a anunciar "uma nova era para o Orishas".
Cosita Buena contém 12 canções nas quais, sem renunciar ao estilo cubano, o Orishas se fixa em temas mais próximos a seu dia-a-dia na Europa para exercer "uma crítica social construtiva".
"Vamos enchendo o álbum de fotos, que depois transformamos em música", explica Ruzzo.
Por isso, o disco contém canções como Maní, que fala sobre a corrupção na Espanha, e Que quede claro, composta inspirada em um caso de racismo. "São coisas que nos nutrem e que nos pedem para ser contadas", assinalou Yotuel.
O retorno do Orishas é, portanto, um passo a mais em seu caminho rumo à mistura, que a banda considera o futuro, tanto musicalmente como em relação às raças.
"Embora tenhamos alcançado uma situação privilegiada para emigrantes, não esquecemos de onde viemos, e tentamos seguir trabalhando para conseguir algo bom e que perdure", afirma o grupo.
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