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Música
Terça, 20 de maio de 2008, 15h27  Atualizada às 16h46
Negado recurso à empresa que gravou fala de Michael Jackson
 
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A Justiça americana recusou hoje o recurso apresentado por uma empresa de aluguel de aviões, condenada a pagar US$ 20,25 milhões aos advogados do cantor Michael Jackson por ter gravado de forma secreta uma conversa privada entre o artista e seus defensores, em 2003.

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A companhia XtraJet gravou um diálogo do artista, que à época respondia a uma acusação de pedofilia, com seu advogado Mark Geragos, quando viajava em um de seus aviões de Las Vegas até Santa Bárbara (Califórnia).

O cantor realizou a viagem para pagar a fiança de US$ 3 milhões e obter liberdade provisória.

A juíza da Suprema Corte, Soussan Bruguera, rejeitou hoje o pedido da extinta XtraJet Inc. e de seu antigo proprietário Jeffrey Borer, que em março foram condenados a pagar US$ 20,25 milhões a Geragos e seu associado, Pat Harris, por invadir sua intimidade com o objetivo de vender o vídeo de Jackson aos meios de comunicação.

Originalmente, a ação havia sido movida por Jackson, mas o cantor optou por se retirar do caso.

Borer e o mecânico Arvel Reeves, que instalou as câmaras no avião, se declararam culpados em 2006. O empresário foi condenado a seis meses de prisão domiciliar, enquanto Reeves passou oito meses na cadeia.

O advogado de Borer disse que os litigantes não poderão receber nenhuma quantia procedente da XtraJet, uma vez que a companhia está quebrada, e afirmou que recorrerá das indenizações, já que o vídeo não tinha som, pois Borer e Reeves conectaram mal os cabos que gravariam o áudio.

Para a acusação, a decisão da juíza foi acertada, já que o vídeo, embora não tivesse som, foi realizado com a intenção de gravar as conversas.

Geragos conseguiu ainda fazer com que fosse proibida a difusão da fita, que a XtraJet já havia oferecido a diversas redes de televisão.
 

EFE

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