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Música
Sexta, 2 de abril de 2004, 14h02 
Visita do Nirvana ao Brasil em 1993 foi histórica
 
AP
O vocalista do Nirvana, Kurt Cobain
O vocalista do Nirvana, Kurt Cobain
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Os roqueiros brasileiros talvez não tenham muita sorte em presenciar grandes eventos no país, mas pelo menos quando o assunto é Nirvana podem dizer com orgulho que tiveram a chance de ver alguns dos shows mais inusitados realizados pela banda.

Logo em janeiro de 1993, a grande surpresa do ano: o extinto Hollywood Rock realizou sua mais famosa edição, com a nata do grunge-alternativo, trazendo Red Hot Chili Peppers, L7, Alice in Chains e o tão esperado Nirvana.

A corrida desesperada por ingressos, tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo, não era à toa: o Brasil iria ver os grupos no auge da carreira e conferir de perto a tão comentada cena de Seattle com seu principal nome.

O trio, que já era fenômeno de vendas por aqui - a Universal, sua atual gravadora, contabilizou até hoje cerca de 600 mil discos vendidos -, veio para mostrar os hits de Nevermind e também algumas músicas inéditas do álbum In Utero, que ainda estava sendo produzido.

O que ninguém poderia imaginar era o que Kurt Cobain e sua trupe iriam aprontar dentro e fora dos palcos. Foi um festival de baixarias e bizarrices que deixou o público sem entender absolutamente nada.

Logo na chegada ao país, a primeira polêmica: a revista Veja publicou uma entrevista com o baixista Krist Novoselic afirmando que 80 por cento dos fãs da banda eram idiotas. Ele desmentiu tudo logo em seguida, mas não adiantou muito.

Entre outras histórias da andança do Nirvana pelo Brasil, estão as visitas ao centro de São Paulo, conversas com travestis e busca por drogas, muitas drogas.

O apresentador da MTV João Gordo acompanhou o conjunto na capital paulista durante três dias e viu de perto o estilo de vida de Cobain. Ele se lembra muito bem de como era o vocalista e sua relação com o restante do grupo.

"Kurt era muito depressivo, não ria nunca e só queria saber de heroína. O resto do pessoal ficava na dependência dele e da louca da Courtney Love (mulher de Cobain). O que ele fizesse estava bom para todo mundo, pois era quem mandava lá", contou João Gordo à Reuters.

Do tempo em que passaram juntos, o vocalista do Ratos de Porão não se esqueceu de um fato marcante, que indicava qual seria o futuro de Cobain.

"Ele usou o tempo todo uma camiseta escrita à mão com uma caneta que dizia I Hate Myself and I Want To Die (eu me odeio e quero morrer). Era um sujeito cabisbaixo, muito triste e sem vontade de viver.

Outra lembrança que o apresentador guarda foi a conversa de mais de duas horas com o líder do Nirvana. "Na hora da balada, no final da madrugada, conversamos bastante e eu disse que ele não tinha culpa de ter ganho 20 milhões de dólares e tal. Ele achou legal e acabou rindo! Foi a única vez que isso aconteceu."

A RAZÃO DOS SHOWS ESQUISITOS
O Nirvana sempre foi conhecido pelos shows fora dos padrões, como a histórica apresentação no Reading Festival de 1991, depois de uma chuva torrencial.

Mas chegada a hora do Hollywood Rock, o trio se superou. Com uma apresentação que mais parecia um ensaio, algumas músicas não foram tocadas inteiras e Kurt Cobain assumiu uma postura de desprezo pelo evento. Nem Smells Like Teen Spirit salvou o vexame.

No Rio foi pior. Cobain vestiu-se de mulher, cuspiu inúmeras vezes nas câmeras da Rede Globo, que transmitia o festival ao vivo, fez gestos obscenos e ainda mostrou o pênis e se masturbou. A emissora tirou a transmissão do ar e colocou a reprise da apresentação da banda brasileira Dr. Sin no lugar.

A crítica não gostou e disse que tudo não passou de uma palhaçada. Mas, ao contrário do que muitos fãs pensam, existiu um motivo para o que aconteceu.

"A culpa do que Kurt fez no Brasil é minha e dos meus amigos", revelou João Gordo. "Falamos pra ele que Hollywood era marca de cigarro, que o festival não apoiava os grupos underground e o preço do ingresso era caro. Ele ficou muito bravo em saber disso", contou.

"Não dava pra imaginar o que aconteceria, mas ele deixou no ar que ia aprontar alguma coisa na turnê brasileira. Tudo aquilo foi terrorismo nosso", concluiu.
 

Reuters

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