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Música
Sábado, 10 de maio de 2008, 09h30 
Maria Rita e D2 faltam a gravação de DVD no Rio
 
Pedro Landim e Daniele Santos
 
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A gravação do DVD Favela Brasil, de Leandro Sapucahy, na noite desta quinta-deira, na Fundição Progresso, no Rio, foi marcada pelo encontro eclético de músicos, que variaram de Leci Brandão a MC Marcinho e pela ousada cenografia, que trouxe a réplica fiel de uma favela para o palco, com a assinatura da experiente Regina Casé. As únicas ausências sentidas foram as de Marcelo D2 e Maria Rita.

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Com mochila camuflada e colete de moto-táxi, Sapucahy entrou no palco dirigindo uma motocicleta, entre músicos e moradores da "favela", e avisou: "o momento é de caos e estou bolado. Nessa favela o dono sou eu, representante de todas as comunidades", disse.

O cenário, além de trazer com perfeição a favela, trouxe também seus moradores, representado por atores do Grupo Nós do Morro, entre eles Jonathan Haagensen, do Vidigal, na Zona Sul.

A irmã Layse, grávida, mostrou talento em uma das percussões. Entre as participações especiais, o rapper Marcelo D2 perdeu um vôo em São Paulo e foi a ausência (muito sentida) da noite. Ou uma delas, já que a cantora Maria Rita, produzida por Leandro, não estava nem na platéia.

O samba e o funk também não poderiam estar em melhor forma, com as presenças de Arlindo Cruz e Leci Brandão, que empolgou em Zé do Caroço, cantando em dueto com o anfitrião, e de MC Marcinho (que contribuiu com a faixa Favela), momento de maior calor na platéia, com direito à Glamurosa e ao Rap da Felicidade.

A noite que prometia mais foi ainda prejudicada pela péssima qualidade do som que chegava de forma precária àqueles que marcavam presença na áera VIP. Sempre simpático, Leandro teve jogo de cintura e mostrou que a música é muito mais que uma simples canção a ser passada. Em Aquele abraço, mandou: "o Lula continua balançando a pança, viajando pelo mundo e comandando a massa".

Pelo que se viu, Leandro seria menos o novo Gozaguinha e mais um Bezerra da Silva atualizado. Com personalidade e carisma, em atitudes que lembram letra de Zé Ketti, talvez inscrita nas entrelinhas do show. "Podem me prender, podem me bater, mas eu não mudo de opinião. Daqui do morro eu não saio, não".
 

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