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 A banda Cores D Flores |
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Mariele Loyola, vocalista veterana da cena rock brasileira, apresenta o novo álbum do Cores D Flores, sua nova banda. Para quem acompanhou o rock nacional dos anos 80 e o trash metal do início dos 90, o nome de Mariele é bastante conhecido.
Ouça a música Belas Noites com o Cores D Flores
Especial Rock de Curitiba
A vocalista integrou a última formação da mítica banda candanga Escola de Escândalos em 1985. Após o fim do grupo, entrou para o Arte no Escuro, lançando um álbum homônimo pouco depois, produzido por Gutje, baterista da Plebe Rude. A próxima investida da cantora foi assumir os vocais do Volkana, uma banda de trash-metal. Após deixar o grupo, Mariele deixou de compor e foi morar em Curitiba. A volta surgiu em um 'empurrão' dos amigos do Capital Inicial. Mariele voltou a compor e lá se vão cinco anos de Cores D Flores.
"Nasci em Curitiba, fui pra Brasília com 11 anos conheci o povo das bandas lá e assim tudo começou", conta a vocalista em entrevista ao Portal Terra, por email. "Casei com um músico, claro, e tive um filho que também é músico. Minha família voltou para Curitiba e eu fui ficando. Voltei pra Curitiba quando a pessoa mais importante em toda minha vida morreu, meu irmão. Ele até participou do disco do Volkana, pois era um excelente cantor lírico. Minha família pirou e eu fui ficando por aqui para dar uma força. Entrei numas de parar de cantar e já estava casada com o Macoy (guitarrista do Cores), quando fui no show do Capital ver os amigos. O Loro (Jones), o Dinho (Ouro Preto) e o Geraldo (ex-Escola de Escândalos) ficaram na minha orelha dizendo que eu não devia parar. No dia seguinte eu fiz a música Com Cores de Flores e daí começou tudo de novo", resume a história Mariele.
O Cores D Flores lançou, no final do ano passado, seu mais recente trabalho, Entre Cores e Pesadelos, pelo selo independente curitibano De Inverno Records. Entre as guitarras pesadas de Macoy e os belos vocais de Marielle está a síntese do som do Cores, em uma definição barulho/silêncio que muito agrada a vocalista. "Peso e melodia vivem em minha alma e no ar que respiro, tenho até um pouco do protesto punk adolescente ainda dentro de mim", explica Mariele.
A pré-produção do álbum consumiu dois meses da banda, principalmente na adaptação dos novos músicos. Agora, além de Macoy na guitarra e Mariele nos vocais, o Cores conta com Marcus Gusso (baixo) e Deni T. (bateria). A vocalista explica a fórmula para conseguir chegar ao excelente resultado do CD. "A gravação foi do jeito que a grande maioria das bandas independentes fazem: pouco dinheiro, pouco tempo em estúdio, mas muita raça. Acho que o nome resume bem a realidade do momento do disco, pois foram vários momentos de sonhos e pesadelos para que a criança chegasse. Ele é uma compilação dos cinco anos da banda, é a nossa timbragem, tem nossos momentos de introspecção, nossos medos, nossas alegrias", explica.
A cantora não renega seu passado, e elogia o titã Charles Gavin, pelo trabalho de remasterização do acervo da gravadora Warner. "Para mim tem tudo a ver, são minhas raízes e eu nunca vou negá-las. Mas seria ótimo se um diretor de uma grande gravadora tivesse visão suficiente de mercado pra relançar um disco como o do Arte no Escuro, que continua atual. Eu sinto isso na molecada. Eles gostam desse tipo de som e sentem necessidade de informação, e graças aos Deuses eles vão atrás, eles buscam a história do rock nacional", acredita Mariele. O álbum do Arte no Escuro continua inédito no formato CD. Charles Gavin remasterizou apenas a música Beije-me Cowboy para uma coletânea da gravadora. "Charles Gavin é o cara. Que tal um Titã para a direção de uma multinacional???", investe a vocalista.
E como é fazer rock no Paraná? "Cara, tem muita coisa legal por aqui. Acredito muita na nova geração, eles têm mais personalidade, mais recursos tecnológicos pra informação e criação¿, analisa a vocalista. Mariele ainda encontra tempo para produzir um programa de rádio. "É o Geração Pedreira, apresentado na 96 Rádio Rock local. Só rola bandas curitibanas. Esse nome Geração Pedreira é meio que uma griffe aqui pois é o nome de um projeto cultural com apoio aos artista paranaenses criado pelo nosso ex-governador Jaime Lernner", conta a vocalista, antes de ironizar o atual governo. "O projeto foi rapidamente eliminado pelo nosso atual governador, um cara super legal. Sabia que ele tirou os programas de rock da Tv educativa local??? É!!! Em declaração a imprensa ele disse que rock não é cultura. Eu o amo!", ironiza.
O Cores D Flores segue em plena atividade na capital paranaense. Mariele conta que acha um charme receber cartas, e diz que o disco está 'viajando muito'. "Cara, tudo vai bem com as vendas via correio. O CD já foi para o Recife, Manaus, Sampa, interior de São Paulo e Paraná, Brasília e vai indo, indo até para o exterior", conta.
O site oficial do grupo traz fotos, novidades e muito mais sobre o Cores D Flores. Para conversar com a banda, o endereço é via correio: Rua Raposo Tavares, 670 - Curitiba/PR, CEP: 82100-000 A/c Mariele Loyola.
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