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Música
Terça, 11 de março de 2008, 18h12 
No Brasil, baterista do Interpol diz que quer brincar com macacos
 
Danilo Lima
 
Reinaldo Marques/Terra
Sam Fogarino adianta expectativas para show no Via Funchal
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Os membros do grupo nova-iorquino Interpol chegaram ao Brasil hoje para fazer o primeiro de um total de três shows. Hospedado em um hotel no bairro dos Jardins, em São Paulo, o baterista Sam Fogarino conversou com o Terra e disse que, aquém de suas expectativas, gostaria de ter tempo para andar por uma floresta do País e brincar com macacos.

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"Não sei se fica longe daqui, mas amaria ver a vida selvagem na floresta tropical. Quero segurar um macaco, brincar com alguns deles", disparou o baterista, que pareceu saber pouco ou nada sobre a extensão territorial do Brasil.

Fogarino é o único integrante da banda que entrou depois de seus membros originais, aproximadamente dois anos após sua formação, em 1998.

O baterista adianta suas expectativas para o show de hoje: "mesmo se o público fosse visualmente deprimente, acho que eu curtiria", empolga-se.

Confira a entrevista na íntegra:

O que vocês esperam do público brasileiro? Alguma coisa fora do comum?
Não tenho muitas expectativas. Estar aqui já é excitante. Fazemos turnês pelo mundo por seis anos e finalmente a América do Sul, especialmente no Brasil, é extremamente empolgante. Mesmo se fosse uma platéia deprimente eu ficaria empolgado. Acho que os brasileiros são mais quentes, bem animados.

Eu sei que vocês odeiam quando são comparados com grupos como o Joy-Division. Atualmente, vocês são influenciados de alguma forma por uma banda que tenha começado nos últimos anos, especialmente aquelas que também nasceram em Nova York?
Quando escrevemos uma música, não conversamos sobre nossas influências uns com os outros. O que nos dá inspiração é basicamente a literatura e o cinema. O Daniel (guitarrista) escreve letras de música enquanto está assistindo a um filme. É impossível impedir que hajam comparações, já que isso é uma coisa de opinião. Alguém vai chegar e dizer: 'esse som me lembra alguma outra coisa'. Mas nós não somos assim. Não funciona como: 'essa banda nos anima, precisamos de uma cópia disso'.

Você acredita que o Interpol evoluiu muito desde o primeiro álbum?
Em alguns momentos, acho que ficamos melhores e mais confortáveis com o que fazemos. Ainda tem muito espaço para a gente ir e crescer musicalmente e isso está na nossa capacidade de lidar com a banda. Os três últimos discos foram muito cheios de melodias e de guitarras elétricas. Eu estou curioso para saber o que virá depois, como poderemos manter um pouco da nossa personalidade sem repetir as mesmas canções. Várias coisas podem acontecer a seguir, eu mesmo não sei (risos).

Atualmente no Brasil, e nos outros países, a indústria musical passa por uma agressiva fase de transição. É muito difícil vender um monte de discos ultimamente. Vocês já foram afetados por essas mudanças, pela explosão da Internet, o download grátis?
Fomos afetados. Nossos primeiros dois discos, em uma marca independente, vendeu quase 500 mil cópias cada um. Este último, da última vez que chequei, tinha vendido cerca de 250 mil. É um sinal do que está acontecendo mundialmente. A melhor coisa que fizemos foi se tornar uma 'banda ao vivo', então estamos viajando para divulgar cada disco. Para quem vê do lado de fora pode ser muito glamuroso, mas vender álbuns não paga nossas contas. O mundo é tão pequeno e estamos conhecendo tantos lugares. Eu pago minhas dívidas fazendo performances, o que é muito mais legal. Manter contato visual com as pessoas é a coisa mais poderosa, preciosa que poderíamos ter.

Para você as coisas ficaram mais acessíveis depois que as turnês começaram?
Eu diria confortáveis. Fomos de uma van para um ônibus. Eu costumava dividir um quarto com o cara do som, o Harley, e agora nos hotéis que ficamos todos temos um quarto, até mesmo a equipe de som. É o benefício do trabalho (risos).
 

Redação Terra
 
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