| Marcos Hermes/Divulgação |
 Bob Dylan se apresentou para uma platéia de 2,5 mil espectadores |
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O lendário cantor, compositor e poeta norte-americano Bob Dylan fez, na noite da última quarta-feira, uma parada no Brasil com a famosa turnê Never-Ending Tour, que começou em 1988 e ganhou o apelido de "infinita". Ele subiu ao palco do Via Funchal, em São Paulo, pontualmente às 22h, com o show do seu 44º e mais recente CD, Modern Times (2006), para uma platéia de 2,5 mil espectadores.
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No show, o primeiro dos três agendados no País, Dylan mesclou os clássicos da sua carreira de quase cinco décadas com composições mais recentes. A tão esperada Blowin' in the Wind ficou fora do repertório, que o músico escolhe a seu bel-prazer a cada apresentação. "Nasci escutando inúmeras canções de Dylan. Eu dormia com Blowin' in the Wind. É uma pena ter ficado fora do show", disse Salles Salomão, 20 anos.
A expectativa do público, formado por adolescentes e veteranos fãs do músico, era grande minutos antes de o espetáculo começar. "Escutei Modern Times pelo menos 40 vezes. Gosto de todas as músicas. Não acredito que vou ouvir Dylan ao vivo", falou Luiz Antonio Carvalho Franco, 62, que estava acompanhado da mulher, Célia Maria Franco, 59.
Quando Bob Dylan finalmente subiu ao palco, não deixou ninguém desapontado. Ele pegou sua guitarra e tocou Leopard-Skin Pill-Box Hat, sem dizer nada à platéia. Depois, seguiu com It Ain't Me, Babe, I'll Be Your Baby Tonight e Masters of War. Na seqüência, foi ao teclado, onde ficou até o término da apresentação das 17 canções. Com um clima intimista, cantou Spirit on the Water e When the Deal Goes Down.
Durante a apresentação, Dylan raramente conversou com a platéia, salvo um "obrigado fãs" (em inglês), seguido da apresentação da sua banda. Nada mais. Ele vestia paletó cinza, calça preta e um chapéu que lembrava os velhos cantores country. Os cinco músicos que o acompanharam trajavam ternos pretos.
Os melhores momentos da noite foram a interpretação magistral de Highway 61 Revisited e uma versão irreconhecível de Like a Rolling Stone, que fez a platéia, até então sentada, levantar para dançar.
Outro momento aclamado foi Things Have Changed, que Dylan compôs para o filme Garotos Incríveis e que lhe valeu o Oscar de Melhor Canção em 2001. O prêmio o acompanha em suas apresentações e fica em cima de um amplificador. O Oscar, no entanto, não era real. Tratava-se de uma réplica.
Para o resto da noite, o músico reservou do seu vasto repertório The Levee's Gonna Break (cover do clássico blues de Memphis Minnie), High Water (for Charley Patton), Stuck Inside of Mobile with the Memphis Blues Again, Workingman's Blues #2, Nettie Moore e Summer Days.
Aos 66 anos, Bob Dylan não pareceu estar cansado - para a alegria dos fãs brasileiros que pagaram até R$ 900 para assistir ao espetáculo. Ainda que mais rouca, sua voz vibrava para espectadores que não pararam de cantar e aplaudir suas interpretações.
Quando o show chegou próximo do fim, Dylan deixou o palco sem dizer uma palavra e retornou minutos depois para Thunder on the Mountain e All Along the Watchtower. O músico balançou a cabeça em um tímido sinal de rendição e deixou o palco. Sua missão estava cumprida.
Repertório do show em São Paulo
Leopard-Skin Pill-Box Hat
It Ain't Me, Babe
I'll Be Your Baby Tonight
Masters of War
Levee's Gonna Break
Spirit on the Water
Things Have Changed
When the Deal Goes Down
High Water (for Charley Patton)
Stuck Inside of Mobile with the Memphis
Workingman's Blues #2
Highway 61 Revisited
Nettie Moore
Summer Days
Like a Rolling Stone
Bis:
Thunder on the Mountain
Along the Watchtower
Serviço - Bob Dylan
Onde: Via Funchal - r. Funchal, 65, Vila Olímpia, 11-3897-4456. Valet (R$ 20 e R$ 30)
Quando: quarta (dia 5) e quinta (dia 6), 22h
Quanto:
Platéia lateral: R$ 250 (esgotado)
Platéia 3: R$ 400 (esgotado p/ o dia 6)
Platéia 2 e mezanino lateral: R$ 500
Platéia 1: R$ 700
Platéia VIP e camarote: R$ 900 (estudantes pagam meia-entrada)
Classificacão etária: livre
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