| Divulgação |
 Lamartine Babo |
|
|
 |
Busca |
|
Busque outras notícias no Terra:
|
 |
|
Lá Maior da música popular brasileira, o carioca Lamartine de Azevedo Babo faria 100 anos neste sábado. O compositor, cantor, revistógrafo, humorista e produtor nasceu em 10 de janeiro de 1904 e faleceu no dia 16 junho de 1963.
Nascido em uma numerosa família musical, Lamartine teve contato, criança de tudo, com músicos importantes como Catulo da Paixão Cearense e Ernesto Nazareth, que participavam dos animados saraus que aconteciam no quintal de sua casa.
O terreno fértil propiciou que ele já começasse a compor aos 13 anos. O primeiro destaque foi para as palavras na métrica: venceu um concurso de poemas no Colégio São Bento. Com o prêmio em mãos, compôs um foxtrote, chamado Pandoran, e uma valsa, de nome Torturas de Amor.
A morte do pai de Lalá - como era chamado -, fez com que a família se instalasse na casa de uma das irmãs. Lamartine deixou o colégio São Bento e passou a trabalhar como office-boy para ajudar nas despesas, que em meados de 1920 eram grandes.
Funcionário de companhias de seguro e da Light, o compositor já se envolvera no circuito carnavalesco. Tornou-se o Rei do Carnaval ¿ título que o afastou terminantemente dos serviços diurnos. As conhecidíssimas marchinhas O Teu Cabelo Não Nega, Grau 10, Linda Morena e A Marchinha do Grande Galo são algumas do período.
O jornalismo e os textos para o teatro de revista passaram a ser suas atividades profissionais. Em 1929, encarnou o tangará agregado participando da formação do Bando de Tangarás, conjunto musical composto por Noel, João de Barro, Almirante, Alvinho e Henrique Brito, que gravou várias de suas músicas.
O trabalho no bando era alternado com as primeiras incursões de Lamartine no rádio. Sua estréia foi na PRB-7, Rádio Educadora. Perfis e Perfídias, Horas Lamartinescas Radioletes, A canção do dia, O clube da meia-noite, este na Rádio Mayrink Veiga, que continuou depois com o nome de Clube dos Fantasmas, na Rádio Nacional e Vida Pitoresca e Musical dos Compositores foram alguns dos nomes inventados por Lamartine.
No cinema foi uma das estrelas do filme Alô Alô Carnaval, primeiro grande sucesso de bilheteria da Cinédia, dirigido e produzido por Adhemar Gonzaga, em 1936.
Amante do futebol do clube América, o polivalente Lamartine foi autor de diversos hinos cariocas. Ao ouví-los, o torcedor tinha a impressão de que o dono das palavras e das melodias tinha feito uma ode especial ao time do peito. Que o digam os rivais devotos do Flamengo, Botafogo, Fluminense, Vasco...
Em 1963 veio o primeiro infarto. Lamartine recuperou-se e teve tempo ainda de assistir aos ensaios do espetáculo O Teu Cabelo não Nega. Produzido para a boate do Copacabana Palace por Carlos Machado, o show era baseado na vida de Lamartine. Lalá adorou, apesar de não se achar merecedor. Quando veio o segundo, Lalá calou-se e deu um tom abaixo. Perdeu a estréia.
|