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Música
Domingo, 4 de janeiro de 2004, 22h58 
Segundo disco do Elbow surge carregado de tristeza
 
Marcelo Costa
 
Tom Sheenan/Divulgação
A banda Elbow que está lançando no Brasil  Cast of Thousands
A banda Elbow que está lançando no Brasil Cast of Thousands
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Uma anedota que circulou muito na imprensa quando do lançamento de Asleep in the Back em 2001, primeiro álbum do grupo inglês Elbow, dizia que enquanto metade da música inglesa ainda estava copiando o Radiohead de álbuns como Pablo Honey (1993) e The Bends (1995), o quinteto de Manchester havia saído na frente de todos os adversários xerocando o som esquizofrênico e eletrônico de Kid A, lançado em 2000 pelo grupo de Thom Yorke. A brincadeira guardava sua porção de exagero, mas a influência era realmente perceptível.

Ouça Fallen Angel

Dois anos se passaram e o Elbow retorna com Cast of Thousands, que ganha edição nacional via Sum. A evolução do grupo é notável. A influência do Radiohead permanece, mas abre espaços para psicodelia à la Spiritualized na belíssima faixa de abertura, Ribcage, que conta com a participação da London Gospel Community Choir. No todo, a melancolia reina, mas o Elbow parece cada vez mais procurar trilhar seu próprio caminho.

A seqüência de Cast of Thousands, com o primeiro single do disco, Fallen Angel, traz guitarras que beiram a microfonia, bateria com base nos pratos fazendo barulho e refrão que gruda na memória num vocal que remete ao Coldplay. As coisas quase param na deprê de Fugitive Motel, mas voltam a embalar na faixa seguinte, Snorks (Progress Report), de ritmo cadenciado que é zoado por chicotadas de riffs de guitarra.

As guitarras parecem ter uma outra função no Elbow. Enquanto a bateria marca a cadência do grupo, as guitarras pontuam os arranjos, ora com riffs desconexos, ora com suaves dedilhados, ora com fortes solos. A tendência inglesa a melancolia deixa marcas profundas nos pulsos do quinteto de Manchester. Já no álbum de estréia, a tristeza das letras impressionava. Em Cast of Thousands, essa opção nos arranjos acabou destacando o vocal de Guy Harvey e pode resvalar em comparações com Chris Martin, muito embora o som do Elbow seja totalmente anti-convencional, enquanto o Coldplay opta por melodias simples, no que ficou conhecido como "new acoustic movement".

As canções mais simples em arranjo foram guardados para o final do CD, se dá para dizer que as vocalizações de Crawling With Idiot possam ser chamada de simples, com um guitarrinha distante na mixagem tomando corpo a partir dos 2min de música, querendo duelar com os belo arranjo de voz.

É impossível, ainda, dissociar o Elbow da leva de seguidores do Radiohead, mas com Cast of Thousands a banda dá um belo passo em busca de sua própria identidade. A dúvida faz o quinteto soar algumas vezes como Muse e outras como Coldplay. E também Doves. Não à toa, Jimi Goodwin, guitarrista do Doves, participa do disco. Se entendermos que em seus dois primeiros discos, o Radiohead também soou derivativo (Pablo Honey com fortes influências grunge e The Bends com muito do som do U2), para dar ao mundo a obra-prima Ok Computer (1997) na seqüência, o Elbow promete muito para o seu terceiro disco. Enquanto isso, Cast of Thousands alimenta a melancolia dos fãs da música inglesa. E muito bem.
 

Redação Terra
 
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