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Em janeiro de 2007, logo depois de expor suas memórias das águas em dois CDs, Mar de Sophia e Pirata, Maria Bethânia voltou ao estúdio da gravadora Biscoito Fino para fazer disco com a cantora cubana Omara Portuondo, projetada mundialmente nos anos 90 no CD coletivo Buena Vista Social Club.
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Editado este mês, no formato de CD e CD + DVD (com documentário de Bruno Natal sobre a gravação), o álbum Maria Bethânia e Omara Portuondo gerou turnê que estreará no Rio de Janeiro (no Canecão, de 7 a 16 de março) e passará por onze cidades até maio. Com produção dividida entre Jaime Alem (maestro de Bethânia) e o violonista Swami Jr., o álbum entrelaça músicas do Brasil e de Cuba.
Selecionado pelas cantoras a partir de pesquisa feita por Mozá Menezes e Rodrigo Faour, o repertório é quase todo inédito nas vozes das intérpretes. Uma das exceções é Pala-bras, tema de Marta Valdés que Omara já gravou e que reaparece no CD junto a Palavras (Gonzaguinha, em registro de Bethânia). Outras exceções são Y Tal Vez (de Juan Formell) e El Amor de mi Bohío (Julio Brito), boleros também já registrados pela cubana Omara.
Entre as faixas gravadas em dueto há Para Cantarle a mi Amor - música do pianista e compositor Orlando de la Rosa, entoada em castelhano - e Só Vendo que Beleza (Marambaia), parceria de Rubens Campos com Henricão, revivida pelas cantoras em português.
Com 14 faixas, o disco foi sugerido por Omara. Ao vir ao Brasil em 2005, ela confidenciou a Bethânia a vontade de gravar um CD com a cantora baiana. O repertório inclui, na parte brasileira, músicas como Caipira de Fato (Adauto Santos), Arrependimento (bolero de Dolores Duran e Fernando César), Menino Grande (Antônio Maria) e Você, tema de Hekel Tavares e Nair Mesquita, mais conhecido como Penas do Tiê.
Já a seleção cubana, capitaneada por Omara, traz Lacho (tema do pianista Facundo Rivero que abre o CD) e o bolero Mil Congojas (do flautista Juan Pablo Miranda). O CD fecha com o acalanto Nana para un Suspiro.
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