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Música
Terça, 12 de fevereiro de 2008, 07h55  Atualizada às 08h04
My Chemical Romance: "Pode chamar de emo, não ligo"
 
Thiago Kaczuroski
 
Divulgação
Bob Bryer (à esq.) diz que adora tocar em lugares onde nunca esteve antes
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A banda My Chemical Romance chega ao Brasil na próxima sexta-feira para quatro shows no País - dia 15 no Rio, 17 em Curitiba e 18 e 19 em São Paulo, no Via Funchal. O baterista do grupo, Bob Bryar, conversou com o Terra, por telefone, e falou sobre a turnê, os fãs brasileiros e o rótulo "emo" da banda.

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O My Chemical Romance surgiu em 2001, em Nova Jersey. Pela primeira vez no Brasil, o grupo liderado pelo vocalista Gerard Way traz ao País a turnê do terceiro disco, The Black Parade.

Um dos expoentes da nova geração do rock melódico, com características do que se chama de "emocore", a banda chegou ao estrelato com a música Helena, do disco Three Cheers for Sweet Revenge, o segundo do grupo.

Confira abaixo a entrevista com Bob Bryar, baterista do grupo My Chemical Romance.

No final desta semana vocês vêm pela primeira vez ao Brasil. O que estão esperando e como serão estes shows?
Não vejo a hora de chegar o dia da viagem. Minha maior alegria é ir a lugares onde nunca estive antes, e o Brasil é um desses lugares. O show será o da turnê do Black Parade, mas nunca fazemos um show igual ao outro. A gente só decide o que vai tocar no dia mesmo, horas antes de subir ao palco.

Vocês têm muitos fãs no Brasil. Como é tocar para uma platéia de um país diferente do seu, que muitas vezes não fala sua língua, mas conhece as músicas?
Toda vez que vamos tocar em um lugar diferente, me emociono vendo isso. Estivemos agora no Vietnã, fomos a primeira banda americana em 30 anos a se apresentar por lá, e todo mundo sabia cada palavra das letras. Foi um dos melhores momentos da minha vida, sem dúvidas.
Isso é demais, é nossa maior diversão. Não fazemos nada o dia todo, só esperando o momento de subir ao palco e ver quelas pessoas. Nossa energia se conecta, não importa se tem 50 ou 5 mil pessoas na platéia.

Por que a banda optou por fazer um disco temático em Black Parade? Todas as faixas do disco contam a história de um certo "paciente" que morre ao longo do álbum.
A maioria das bandas vai compondo músicas e chega uma hora que é preciso gravá-las. Então, entram em um disco aquelas músicas que não têm conexão uma com a outra. Neste disco sentamos e pensamos em um conceito, algo que ligasse tudo no disco. Para mim faz mais sentido, acho que para os fãs, também.

Tanto no Brasil como nos EUA, vocês são criticados por ser uma banda "emo". O que você acha deste rótulo?
Eu não ligo. Sinceramente não ligo. Sempre falam isso para que a gente fique p... e fale alguma coisa bombástica. Na verdade a gente não tá nem aí pra essa coisa de banda emo. Não somos emo, tocamos rock e só queremos nos divertir fazendo o que a gente gosta. Temos o trabalho mais legal do mundo, viajamos o planeta inteiro, conhecendo lugares incríveis. Por que vou ligar pra rótulos? Pode chamar de "emo", eu não ligo. Se quiser falar que o My Chemical Romance é uma banda de polca, por mim tudo bem também.

Como vai ser o próximo disco?
Ainda não sabemos. A turnê está chegando ao final. Aí devemos tirar uma férias e depois começamos a pensar no disco. Mas isso não tem uma data pra acontecer. O disco vai sair quando tiver que sair.

Para encerrar, o que você tem a dizer para os fãs brasileiros?
Olha, eu sempre ouvi que a música brasileira é realmente linda. Então, as pessoas que ouvem música aí devem ser assim também. Estamos muito empolgados por conhecer o Brasil e tocar para essas pessoas. Tenho certeza que vamos nos divertir muito, assim como quem estiver lá com a gente.
 

Redação Terra
 
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