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Música
Quinta, 1 de janeiro de 2004, 12h34 
Sylvia Patricia elogia a independência
 
Divulgação
A cantora e compositora Sylvia Patricia
A cantora e compositora Sylvia Patricia
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Baiana de Salvador e com porto seguro em Copacabana, Sylvia Patricia batizou o quarto álbum de Purpurina 37 - uma referência a uma das ruas do bairro paulistano Vila Madalena, conhecido pela agitada vida noturna e pelos habitantes que, na grande maioria, são artistas, estudantes e intelectuais.

Confira Sylvia Patricia ao vivo

"Quando saí de Salvador para estudar música, morei no número 37 da rua Purpurina", conta ela ao Terra. "Tenho ótimas recordações do bairro. É o endereço a minha vida adulta".

O álbum é guiado tanto pelas reminiscências da compositora quanto pelo desejo de visibilidade num mercado em crise. Diferentemente dos anteriores Sylvia Patricia, Curvas e Retas e Tente Viver Sem Mim, Purpurina 37 foi gravado na Bahia, mais precisamente no mítico Teatro Castro Alves. Registrado em diversas sessões ao vivo, o álbum traz versões do repertório da artista que estava perdido entre discos de vinil e CDs fora de catálogo.

"Eu ficava muito incomodada com essa história de ter discos fora de catálogo. É muito frustrante", conta ela, que passou por multinacionais do disco em períodos tão bicudos quanto os atuais. "Quando fui contratada pela Warner, a convite do Nelson Motta, no início dos anos 90, eu tinha músicas estouradas nas rádios e acabei entrando na trilha da novela Ana Raio e Zé Trovão, mas aí a administração de Fernando Collor quebrou as gravadoras", conta ela, que venceu, na categoria pop-rock, o Prêmio Sharp de cantora revelação em 1990.

"O Nelson se afastou e o disco ficou solto, sem lugar para onde ir", lamenta. "O pior é que o artista fica preso a uma situação como essa por conta de contratos que não o beneficiam. O criador perde a gerência da própria obra."

Trilhando os caminhos, cada vez mais considerados, da independência, a compositora sente-se estimulada longe das majors. "Apesar da questão da distribuição, a independência muito melhor artisticamente. Sinto que todos nós estamos reescrevendo a história do disco e isso é muito estimulante".

Fã de artistas como Portishead, Chet Baker, Wilson Pickett e Marvin Gaye, Pedro Luiz e a Parede, Sylvia Patricia, que não dispensa o Rolling Stones, já arquiteta o que será o próximo álbum - apesar de estar correndo o Brasil visitando a rua Purpurina. "Meu estúdio na Bahia está pronto. Chama Tubo de Ensaio e pretendo gravar o próximo álbum lá".

Enquanto o sucessor de Purpurina 37 não chegar às ruas, a cantora segue semeando o terreno externo: o terceiro CD, Tente Viver Sem Mim, foi lançado no Japão pelo selo Nippon Crown e uma das faixas, Outro Inverno foi parar em duas compilações de World Music da Inglaterra, Bossa Nova Nights e Brazil - The Essential Álbum . A faixa também será ouvida no álbum Outro Brazil, um apanhado da MPB para o mercado italiano. Sai agora em 2004.
 

Redação Terra
 
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