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Enquanto divulgam seu documentário Shine a light, dirigido por Martin Scorsese, no festival de Berlim, os rolling stones Mick Jagger e Keith Richards aproveitaram a ocasião para tecer críticas a conterrânea Amy Winehouse, que recentemente envolveu-se em diversos escândalos relacionados ao abuso de drogas. Seu último feito foi aparecer em um vídeo na internet fumando pedras de crack em um cachimbo de vidro.
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Em entrevista ao site norte-americano The Hollywood Reporter, o guitarrista dos Rolling Stones, que tem longo histórico com as drogas, deu conselhos de graça à Amy sobre como largar os vícios. "Ela deveria se recompor e reconstruir sua perfomance. Tirando isso, não tenho mais nada a dizer à ela".
Mick Jagger, que não é nenhum inexperiente no campo de uso de drogas, comparou os problemas com drogas da nova geração britânica de rock, como a própria Winehouse e Pete Doherty, do Babyshambles, com o seu início de carreira quando o consumo de substâncias ilícitas, como a maconha e o LSD, se tornaram parte integrante do cenário pop.
"Nos anos 60, quando nós experimentamos drogas pouco se sabia sobre sua conseqüências. Não haviam centros de reabilitação como hoje, ou pelo menos eu não os conhecia", disse o cantor.
Soando um pouco como um avô de sessenta e poucos anos que na verdade ele é, Jagger disse não entender por que mesmo sabendo dos males que as drogas causam, os jovens músicos britânicos continuam a utilizá-las.
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