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 The Strokes |
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Tudo já foi dito a respeito dos Strokes. As revistas de moda, cultura pop, finanças e jornais sisudos estamparam em suas manchetes que o quinteto era abastado, que eram os mais destacados da cena de Nova York, que iriam salvar o rock, que estavam metidos com drogas e modelos, entre outras tantas suposições e fatos.
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A verdade é que o grupo é formado pelos guitarristas Rick Valensi e Albert Hammond, o baterista (brasileiro, sim, brasileiro) Fabrizio Moretti e o vocalista Julian Casablancas - este último o responsável pelas músicas.
Os trabalhos foram iniciados na Manhattan de 1999, mas eles só foram sentir o sabor do sucesso no Reino Unido. O selo britânico Rough Trade prensou a fitinha The Modern Age, com as três músicas que os garotos gravaram em 2000. Sem sequer ter lançado o primeiro álbum completo foram apontados como os tais salvadores rockers. "The next big thing", como eles dizem lá à beira do Rio Tâmisa.
Após uma turnê bem-sucedida pelas terras da Rainha, o grupo retornou para casa, assinou com uma grande gravadora e lançou Is This It ?. Estouro. O rock voltou a dar o tom entre a molecada - que até então estava com as atenções voltadas aos beats eletrônicos e às raves.
O estilão vintage - roupa velha, mesmo - dos integrantes também inspirou muita gente. E dá-lhe os velhos tênis All-Star nos pés dançantes.
Dois anos após o rebuliço causado pela estréia fonográfica - e especulações acerca de produtores e desavenças internas -, o quarteto volta agora ao front do mercadão global.
Estão correndo o mundo tocando as músicas de Room on Fire, o segundo rebento de uma trajetória curta e explosiva. As revistas de moda, cultura pop, finanças e jornais sisudos continuam seduzidos pelos Strokes. A história segue ruidosa, ao som de guitarras e vocais algo desesperados de Casablancas. E a molecada é toda ouvidos.
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